sábado, 16 de junho de 2012

One of Us

Sempre chorei ao ouvir a música "One of Us" e nunca procurei seu significado com medo de que "estragasse tudo". Mas acho que minha alma fala inglês melhor que eu, propriamente dita. Hoje, na aula, trabalhamos nesta música e pude ver que era isto mesmo que eu sentia.

Afinal, minha maior crença é que estamos todos aqui para conviver em harmonia e amor com nosso próximo. Esta é a real missão de todos nós e todo o resto são meios de. Provar de todos os amores que Deus nos faz possível sentir: amor de filho, de cônjuge, de amigo, de irmão... Não seria talvez Deus simplesmente todos estes amores? Todo este convívio? A soma de nós todos juntos?
E se Deus fosse um de nós? É o que diz a música e por isso me emociona tanto, porque eu realmente acredito que meu professor ateu MCDowell está mais conectado a Deus dedicando sua vida na educação de pessoas carentes do que a vizinha que é evangélica praticante temente e serva de Deus mas que com muita frequência faz mal aos que a rodeiam...
Também me emociona muito pois o momento que estou vivendo é da mais profunda gratidão. Consegui, nesta semana, o emprego que sempre sonhei e mesmo sabendo que ingressar nesta nova jornada é só o início, que virá muita luta pela frente, sinto-me vitoriosa.
Quem conhece minha história sabe o quanto, quanto eu lutei pra chegar até aqui. Porém, não sinto, como em outras situações, um "orgulho" de mim mesma, um auto-reconhecimento, o que eu sinto, desta vez diferente por talvez ter meus 30, é uma profunda gratidão a muitos ao meu redor que fizeram isto ser possível, num efeito borboleta sem fim... Sinto uma profunda gratidão por um papo de boteco com um grande amigo (Maurício) que me fez ver que o caminho não era lastimar o que não estava dando certo, mas pensar fora da caixa, tentar diferente, ir pra uma empresa menor onde política em excesso não tirasse minha saúde, desapegar de promessas e buscar oportunidades reais. Encorajou-me. Gratidão profunda por meus pais pelas mais valiosas orações e bençãos. Gratidão pelos meus sogros pelas camisas passadas especialmente para os dias de entrevista, escova no cabelo, troca de carro nos dias de rodízio, pensamentos positivos. Pelos meus irmãos Altemir e Luciana que são verdadeiros Bernadinhos em minha vida acreditando mais em mim que eu mesma e cobrando-me atitudes e ações. Às minhas irmãs que sempre estiveram do meu lado, Clau e Rosi, indignadas com o que estava errado em toda história e não deixando que eu desanimasse por um só minuto. Gratidão pela Glauce, melhor professora de Inglês que já tive em toda minha vida por me ensinar, mais importante que qualquer coisa, a gostar de estudar o idioma e fazer disto hoje uma busca obstinada e apaixonante. E sobretudo por me fazer confiante a ponto de apostar que o que tenho a oferecer já é valioso e que ainda tenho muito a aprender! Grata pelo eterno coatching Leader Emerson, pela parceria, orientação e indicações super trunfo. Gratidão pelo Léo, amor da minha vida, que é parte e causa de TODOS os meus sonhos, que são os únicos combustíveis para minhas lutas materiais. E hoje, na hora de agradecer a Deus, na verdade não fiz uma oração ou uma reza, chorei, emocionada, pensando em todas estas pessoas (e em muitas outras) e me senti verdadeiramente conectada a Ele, como poucas vezes em toda minha vida....
Talvez realmente Deus seja um de Nós.


"If God had a name, what would it be?
And would you call it to His face
If you were faced with Him in all His glory?
What would you ask if you had just one question?

Yeah, yeah, God is great
Yeah, yeah, God is good
Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah

What if God was one of us?
Just a slob like one of us
Just a stranger on the bus
Trying to make His way home

If God had a face, what would it look like?
And would you want to see
If seeing mean that you would have to believe
In things like Heaven and Jesus and the Saints
And all the prophets?

Yeah, yeah, God is great
Yeah, yeah, God is good
Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah

What if God was one of us?
Just a slob like one of us
Just a stranger on the bus
Trying to make His way home
Just trying to make His way home
Back up to Heaven all alone
Nobody call him on the phone
'Cept for the Pope, maybe, in Rome

Yeah, yeah, God is great
Yeah, yeah, God is good
Yeah, yeah, yeah, yeah

What if God was one of us?
Just a slob like one of us
Just a stranger on the bus
Trying to make His way home
Like a holy rolling stone
Back up to Heaven all alone
Just trying to make His way home
Nobody call him on the phone
'Cept for the Pope, maybe, in Rome"

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Homofobia de c# é @%#*!

De fato. Todos temos preconceito. Mas temos que ter a consciência de que o preconceito é errado, é feio. Assim como não peidamos (mesmo não sendo "errado" peidar) na frente dos amigos, na televisão, no trabalho, mesmo sabendo que todo mundo peida, por uma questão de educação e respeito devemos guardar pra nós mesmos nossos preconceitos.
Sou totalmente a favor da criminalização da homofobia. Porque você até pode ter preconceito (não deve, mas pode), mas não pode prejudicar o próximo por uma deficiência de entendimento e ignorância sua.
Pra mim, ser homofóbico é tão triste quanto ter, por exemplo, preconceito racial. E hoje tem milhares de imbecis por aí que ainda acreditam que uma pessoa é melhor ou pior por conta de sua cor, mas este mesmo imbecil pensa duas vezes antes de chamar o vizinho de "macaco" porque sabe que vai dar merda.
As leis estão aí pra isso. Pra punir aqueles que não tem discernimento e bom senso.
Ao ouvir o Bolsonaro falar ontem da Tv sobre o homossexualismo (No programa A Liga @Band) reafirmei que eu também tenho preconceito. Meu preconceito é de gente preconceituosa. De fato quero lhes arrebentar a cara e desejo do fundo do meu ímpeto que eles não existam. Aí vem o post da amiga Taty pra me tornar um ser humano melhor e entender que de fato é preciso que eles existam. É preciso deixarmos que eles falem. Nem que seja para que sirvam de exemplo a não ser seguido. Não entendo como alguém pode se fazer infeliz pela escolha sexual de um estranho, como é o caso dele. Que importa pra ele se o vizinho é gay? Que diferença faz a parte do corpo que o vizinho usa pra se satisfazer? Quando ele disse que se tivesse um casal de vizinhos gays ele se mudaria, porque não quer viver perto desse "tipo de gente", eu pensei: "Porra, vai virar sócio da Granero... Vai ter que mudar pra cassete!". Pra que isso?
Comparar gay com drogado? Como se a opção sexual fosse um desvio de conduta? (!)
Se ele dissesse que não suportaria morar ao lado de um vizinho funkeiro, vá lá. Porque teria explicação, nãoseria preconceito: não consigo ver TV por conta do funk do vizinho no último volume, o som do cara me acorda e não me deixa dormir, não posso mais viver aqui... Mas se mudar porque não quer VER gay? Na boa, quer dividir alguma coisa? Divide um Doritos.
Eu postei que não entendo o que se passa na cabeça dele. E de fato não entendo. Passei de Física Quântica com Dez mas não entendo uma pessoa assim.
Postei #Abaixo o Preconceito porque realmente acho que devemos lutar pra sermos pessoas melhores. Repito: pode ser que sejamos sempre um pouco preconceituosos, mas devemos ser mais educados pra viver numa sociedade melhor.
Acreditar que a "maioria" das pessoas pensam como ele eu não quero e não vou acreditar. Acredito na evolução da espécie. Acho que há algumas gerações atrás muitos pensavam como ele, hoje alguns pensam (e têm vergonha de dizer - o que já é um indício de que sabem que tem algo errado) e acho que nossos filhos olharão pra trás e pensarão no quão absurdo era a homofobia. E pra eles será tão escroto ouvir falar que alguém estourou uma lâmpada no rosto de um gay na Paulista quanto pra nós é absurdo ouvir que a Igreja queimou as supostas "bruxas".
Eu costumo usar um exemplo didático para exemplificar o quanto acho absurdo este tipo de preconceito: Imagine que você e seu cônjuge se mudaram pra um país onde o sexo oral seja repugnado. E vocês, por uma escolha, fazem este tipo de sexo por não verem nada errado nisto. Agora imaginem todos olhando torto pra vocês, pessoas os insultando, vizinhos que se mudam porque não querem morar ao lado de "gente deste tipo", lhes renegam emprego porque vocês fazem sexo oral (!). Que absurdo!
Na boa, o que cada um faz entre quatro paredes não deveria nos interessar. O que deveria nos interessar é a convivência em sociedade.
Ensinemos aos nossos filhos que a opção sexual de cada um é um direito. E que respeitar a escolha do outro, é uma obrigação!