quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Happy endings

...só porque já estou esperando o meu... (!)

Honesty
If you search For tenderness
It isn't hard to find
You can have the love
You need to live
But if you look
For truthfulness
You might just
As well be blind
It always seems to be
So hard to give

Honesty
Is such a lonely word
Everyone is so untrue
Honesty
Is hardly ever heard
And mostly
What I need from you I can always
Find someone
To say
They sympathize
If I wear my heart
Out on my sleeve
But I don't want
Some pretty face
To tell mePretty lies
All I wantIs someone
To believe
I can find a lover
I can find a friend
I can have security
Until the bitter end
Anyone can comfort me
With promises again
I know, I know
When I'm deep
Inside of me
Don't be
Too concerned
I won't ask
For nothin'
While I'm gone
But when I want
Sincerity
Tell me where else
Can I turn
BecauseYou're the one
That I depend upon

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

UMA VERDADE INCONVENIENTE (Al Gore): Assistam!



O documentário começa chamando a atenção com fatos reais e atuais, como foi os EUA sendo devastado pelo Katrina em Agosto de 2005, um dos resultados do Aquecimento Global. E explica que o fato da política se abster desta realidade é devido às exigências imperativas de mudanças que assumir este problema traria. Por esse fato, muitas vezes, por mais absurdo que pareça, ainda há quem diga que o aquecimento global não é um problema e que não somos nós os causadores, afinal, a sabedoria popular é um incômodo na maioria das vezes. Não é a toa que 53% dos artigos populares põem em dúvida se os causadores do aquecimento global realmente é o ser humano. Se falarmos em artigos científicos, zero artigo põe isso em dúvida.
Saindo deste aspecto social, o filme explica claramente do ponto de vista científico, o que é o aquecimento global. É a alteração que os habitantes do planeta vêm fazendo, na tão fina e vulnerável camada da atmosfera da Terra. Exemplifica com um globo terrestre coberto por uma fina camada de verniz, que diante do objeto, representa a atmosfera comparada ao nosso planeta. Desta forma, pela alta emissão de gases do efeito estufa que emitimos, mudamos a composição original desta camada, engrossando-a. O correto era que, quando os raios de sol atingissem a Terra, a maior parte deles saíssem da camada atmosférica e pouca parte ficasse entre o planeta a atmosfera, garantindo a temperatura que precisamos pra sobreviver. Porém, quando engrossamos esta camada, muito mais raios infra-vermelhos ficam “detidos” na Terra, o que aumenta consideravelmente a temperatura do Planeta e a este fenômeno mundial damos o nome de Aquecimento Global.
Esta é uma preocupação de anos. Desde 1957 que se iniciaram experiências que mediam a liberação do Dióxido de Carbono (CO2) na atmosfera, e a curva, apesar de suas subidas e descidas, é crescente. São mostrados diversos gráficos que evidenciam que à medida que aumenta a emissão de CO2 na atmosfera, aumenta a temperatura da Terra. As curvas têm exatamente as mesmas características e não podem ser analisadas separadamente.
O fato torna-se altamente agravante nos últimos anos: estudos mostram que nos últimos 650.000 anos, jamais tínhamos superado 300 partes por milhão de emissão de CO2 com dados da Antártida. Hoje, esta curva cresce exponencialmente, e estamos conseguindo atingir patamares em menos de 100 anos, que não atingimos jamais em todas as eras glaciais juntas! Fugimos do ciclo natural. Em menos de 50 anos teremos saído absurdamente de todas as escalas vistas até então. E isso é no mínimo desesperador pois,por exemplo, 40% das pessoas do mundo dependem das águas decorrentes das geleiras para sobreviver. Acabar com estas geleiras é dizer que 40% das pessoas do mundo serão atingidas pelo Aquecimento Global. E este é apenas um exemplo. Al Gore, teve a iniciativa de incorporar este assunto na política, certo de que o sistema democrático e o governo livre fariam com que surtisse algum efeito. Enganou-se. Mesmo que dados estatísticos mostrem que nos últimos 14 anos, foram mais de 35.000 pessoas mortas por conta do calor. Mesmo sabendo que a Índia chegou a atingir 50ºC. Mesmo com os milhões de dólares de prejuízo causado pelo Katrina em Nova Orleans.
A lógica é muito clara: aumenta a emissão de CO2, aumenta a retenção de calor do Sol na Terra. Aumenta a temperatura dos oceanos, aumenta portanto a umidade, bem como a força dos ventos, bem como a potência dos fenômenos como tempestades, furacões, tufões, etc. Tivemos o maior recorde de tornados nos EUA. Tivemos o maior recorde de tufões no Japão. Tivemos até mesmo o primeiro tufão no Brasil!!! Algo novo, sinal na América. E o mais triste é saber que cometer erros em gerações passadas, traziam conseqüências que eram superadas. Hoje, não. São fatais. Há ainda o aumento das secas, devido ao aumento da evaporação decorrente do aumento da umidade do solo em áreas vizinhas. É o mais completo desbalanceamento natural da história da humanidade.
Os números são alarmantes: no Ártico, caminhos que antes passavam mais de 200 dias congelados no ano, hoje, ficam pouco mais de 70. A calota do Ártico diminuiu 40% em 40 anos. Nesta perspectiva, em 50 anos, sumirá. Resultado? Fritaremos! A Terra esquentará drasticamente. Afinal, no gelo, 90% dos raios são rebatidos. Na água, 90% dos raios são absorvidos. As conseqüências são as mais diversas: animais em extinsão, desalinhamento da cadeia alimentar (um exemplo citado no filme são os besouros bicudos, que morriam no frio e como não morrem mais, acabam com plantações inteiras de pinheiros), proliferação de insetos, doenças, além de cidades inteiras sendo invadidas por água. Se a Groelândia sumir, teremos o mar 6 metros acima. Este impacto ambiental afetaria mais de 100 milhões de pessoas que vivem nas regiões que seriam afetadas
Vivemos na colisão da civilização com o Planeta. Demoramos milhares de anos pra atingirmos uma população de 2 bilhões de pessoas. E nos últimos 50 anos, este número se tornou 9 bilhões de habitantes. Mais gente, mais desenvolvimento é preciso, mais energia é necessária, Precisamos de mais água, mais comida e mais tecnologia. E não podemos mais conviver com velhos hábitos. Não se combinam mais. Um exemplo é a guerra. Antes, feita por arcos, flechas e homens traziam uma conseqüência. Hoje, feita com armamento nuclear, traz conseqüências irreversíveis e irreparáveis. Da mesma forma, uma irrigação errada, que antes afetava de forma muito pequena, hoje pode acabar com um rio. Um mau cultivo do solo, que antes simplesmente não fazia produzir o tanto que se queria com a pá na mão, hoje pode deixar áreas imensas nunca mais férteis com maquinários. A verdade é que, a tecnologia somada ao ser humano, se tornou um outro fenômeno da natureza.
O filme “Uma verdade inconveniente” é um tapa na cara, um chacoalhão a todo cidadão que é responsável em sua atitude pelo aquecimento global. Mostra com indignação a falta de apoio político que o assunto tem. Mostra abismado como a sociedade está demorando para se atentar a este grito da mãe natureza, e é a mesma sociedade que sempre se mostrou capaz, a sociedade que foi capaz de pisar na Lua, acabar com o fascismo do mundo, erradicar doenças graves do planeta, resolver até mesmo um problema que há anos atrás parecia irreparável, que eram os buracos na estratosfera da camada de ozônio. A sociedade que foi capaz de construir o Tratado de Kyoto.
Fiquei muito chocada com os dados que vi no documentário pois, sendo de tanta gravidade, ao meu ver, devia estar todos os dias estampado em todos os tipos de mídia. Ao meu ver, não podemos nos dar ao luxo de esperar que a população se conscientize a ter acesso a estas informações. Estamos falando do planeta Terra, nosso único lar, como menciona o filme, e é uma questão moral conservá-la viva. Na minha opinião, se não é possível ir por bem, que vá na força! Coloquemos nos meios de comunicação em massa esse assunto para a reflexão das pessoas! Que falem do Aquecimento Global na novela das oito e no Big Brother Brasil, já que infelizmente a maior parcela da população não está nas salas de aula da MBA...
Pra mim, ficou muito marcado a frase do provérbio africano que diz “Enquanto reza, mexa os pés”. Ou seja, não adianta ser apenas otimista, é preciso ter atitude. E o filme termina, atingindo muito bem seu objetivo, dando algumas dicas do que fazer para estar certo de que está “mexendo os pés”:
- Procure comprar equipamentos elétricos mais eficientes.
- Possua carros que consumam menos combustível.
- Busque fontes renováveis de energia.
- Recicle.
- Sempre que possível, caminhe ou use meios de transporte em massa.
- Eduque as crianças conscientizando-as sobre o meio ambiente.
- Procure saber se você usa “Energia verde” e em caso negativo, questione porque não.
- Cobre e vote em líderes preocupados com esta causa.
- Inscreva-se na política e seja responsável por esta causa.
- Plante árvores.
- Chame a atenção da comunidade.
- Ligue para rádios e jornais.
- Evite resíduos: não use canudos, sacolas, papeis, sempre que puder.
- Rezem.

Sem sombra de dúvidas, um dos melhores filmes que já vi e que mais mexeram com meu modo de viver e de pensar!

domingo, 24 de agosto de 2008

MOMENTOS COMPARTILHADOS

Maravilhoso ouvir uma música e se identificar tanto com ela. Por que às vezes o momento é tão intenso que não lhe restam energias para um poema... Ouvir a canção e saber que quem a fez, passou por algo parecido com o que estamos passando e certamente sobreviveu. É o que me deixa melhor, saber que é uma fase. E por maior que seja o período, vai passar...


Hoje pegarei a descrição emprestada. Mas o sentimento é todo meu.


CRESCER DÓI.



Meu Jardim
(Vander Lee)


Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores

Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores

Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores

Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores



Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho

Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho

Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho

Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho


Estou podando meu jardim

Estou cuidando bem de mim





A FESTA DE ABIGAIU


Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Já dizia Fernando Pessoa. A peça A FESTA DE ABIGAIU é um exemplo destes. Uma comédia não tão pop como “Cada um com seus pobrema” (esta é de matar o peão de rir), a peça relata a vida das pessoas nos anos 70. Baseada num texto inglês, dá o entender de que não somos nada diferentes nas diferentes partes do mundo, seja Londres ou São Paulo, e pior: não mudamos com o passar dos anos. O cenário é uma sala de estar onde se encontram 5 pessoas numa festinha com o intuito de bebericarem e se divertirem. Cada personagem tem sua característica marcante. São dois casais e uma divorciada, que é a mãe de uma adolescente que está dando uma festa na rua, a tal festa de Abigaiu. Mas a peça se passa fora desta festa, apenas mostrando o quão sem graça é quando adultos típicos se encontram com o intuito de festejar e acabam mais se chateando do que qualquer outra coisa. Um casal é composto por uma submissa boazinha, que fica deslumbrada com tudo e todos casada com um cara super grosso, cafajeste e mal humorado (que medo!). O outro casal, por uma mulher extravagante e egoísta que não exita em enfartar o marido de tanto lhe fazer passar desgostoe fazer dele seu escravo, o que somatiza com o fato de que a vida dele é trabalho para poder bancar todas as exibições de riquezas que os dois não se cansam de mostrar aos convidados. Já a divorciada é uma mãe dominada pela filha adolescente que não pode interromper a festa e por isso está lá no tal encontro na sala de estar. Nimguém diz nada engraçado, dançar não passa de uma boa desculpa de troca de casais e a grande pauta dos assuntos mostra a competição infindável do mundo capitalista: quem tem a casa maior, a mais bonita, a mais nova. Quem já fez as melhores viagens. Quem tem o emprego mais promissor. Enfim, todos os blablablás que tornam a vida de muitos adultos uma grande chatice.
E isso me fez refletir no quanto tendemos a regredir com nosso potencial de sermos felizes desde quando deixamos de ser crianças. Como era fácil chegar no parquinho, ver crianças brincando entre elas e simplesmente dizer: “Posso brincar?” . Automaticamente elas balançavam a cabeça num gesto de afirmação e pronto, realmente éramos felizes, realmente nos divertíamos. Sem precisar ingerir nenhum gole de álcool, sem precisar ter o brinquedo mais bonito, sem precisar ter uma roupinha da Lilica Dipilica pra ser a criança mais admirada.
A grande sacada é aproveitar as maravilhas de ser adulto (não ter que dar satisfação, poder ir e vir, poder comprar, poder ousar muito mais, poder aprender infinitamente, poder da escolha, autonomia para errar e acertar, enfim... ) e saber conservar o “quê” de criança de rir de coisas simples, admirar a natureza, simplificar a vida que tende a ser tão complicada. E quando estivermos na balada, ou no emprego, ou sabe-se lá aonde, simplesmente deixar que as pessoas se aproximem, que as conheçamos, que dividamos, sem pensar no que se ganha ou no que se perde, sem pensarmos nos rótulos ou preconceitos, mas simplesmente deixando-as vir à tona o bom e velho dom que temos de ser felizes por nós mesmos, sem regras nem leis.
Com certeza, A FESTA DA ABIGAIU (personagem que nem aparece na peça) estava bem mais bacana que aquela reunião social chatérrima que ilustra a vida da grande maioria dos adultos.
E no cenário da vida, mesmo sendo uma quase Balzaquiana, eu não quero estar “nas salas”. Prefiro o mistério das tais festas das Abigais...



sexta-feira, 22 de agosto de 2008

DEVANEIOS

Depois de pegar um teatro sozinha no domingo e conhecer no dia seguinte o Teatro Municipal de São Paulo com a Orquestra Filarmônica de Liège, pude perceber que a vida é muito mais que esperar que uma única pessoa te surpreenda.
A vida pode fazer isto todos os dias.
A vida é uma infinidade de possibilidades. E as combinações escolhidas por você é que farão com que rumos de crescimento, auto-conhecimento e evolução aconteçam. Sim, você pode parar por aí, ficar onde está, fazer a janta e seguir a novela das oito. Não recrimino com os que são felizes assim. Mas creiam: a vida é muito mais que isso!
Me deu um "ranso" saber que perdi meu tempo achando que poderia ser feliz de outra forma e talvez o tempo me fará perdoar a mim mesma. Vale ainda a regra de que é melhor se arrepender do feito do que do que se deixou de fazer, mas depois de fazer tanta bobagem em pró de nada que me faria feliz, tô quase achando que era melhor eu ficar mais quieta. E estou.
Fase instrospectiva.
Ganhei dois ingressos pro teatro, convidei em cima da hora alguns amigos mega especiais mas não queria uma companhia a qualquer custo. Acabei decidindo ir sozinha. A peça eu ainda vou postar individualmente, pois vale. Mas a sensação de liberdade, de poder ser feliz com você mesmo, de poder voltar a ver beleza nas coisas simples da vida foram o maior ganho naquele dia.
Já conhecer o Teatro Municipal gastando R$ 10 (atenção Estudantes!) foi maravilhoso porque o espetáculo valia os R$220 que custava. A companhia de uma amiga especial fez ainda mais bacana. Conheci os instrumentos e pudemos dar umas risadas com a desorganização dos funcionários e com as paqueras que acabam rolando inocentemente, apenas de olhares e comentários, como na época da quinta série. Sim. Porque a vida é muito mais que sexo. E por pouco eu me perdi nisso. Por pouco eu achei que o grandioso de tudo era acasalar e ter um par. Inegável que seja bom, mas TEM que ter MUITO mais que isso... Afinal, é este MUITO mais que nos diferencia dos pobres animais...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Mais utilidades...


Para treinar inglês e "thinking out of the box":
http://www.online-literature.com/thoreau/

Aproveitem!!


quinta-feira, 14 de agosto de 2008

PRETÉRITO IMPERFEITO

Hoje estou farta.
Farta dos três pedaços de pizza que comi, mas muito mais farta de mim mesma.
Como ser que odeia a mesmisse, a rotina, as histórias que se repetem sem um pingo de criatividade...
Como uma pessoa que até acha graça quando um cachorro corre atrás do próprio rabo mas não curte ver pessoas, seres humanos, com atitude semelhante...
Como uma pessoa que adora o control+c, control+v quando faz um trabalho no computador, mas odeia ao ver que somos bem parecidos quando nos deixamos levar pelas mesquinharias de pensamento...
Estou farta.
Se pudese, 'vomitaria' tudo e todos que me fazem patinar no mesmo lugar e só deixaria tudo que me move, me modifica, me transforma e me evoluí.
E posso.
A partir de hoje.
Porque estou farta.
E se todos têm limites, eu acabo de conhecer os meus.

E penso que quando se cansa dos próprios sonhos, é porque já é hora de acordar!



"O que há em mim é sobretudo cansaço

Não disto nem daquilo,

Nem sequer de tudo ou de nada

Cansaço assim mesmo, ele mesmo,

Cansaço.


A subtileza das sensações inúteis,

As paixões violentas por coisa nenhuma,

Os amores intensos por o suposto alguém.

Essas coisas todas.


Essas e o que faz falta nelas eternamente;

Tudo isso faz um cansaço,

Este cansaço, Cansaço.


Há sem dúvida quem ame o infinito,

Há sem dúvida quem deseje o impossível,

Há sem dúvida quem não queira nada

Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:

Porque eu amo infinitamente o finito,

Porque eu desejo impossivelmente o possível,

Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,

Ou até se não puder ser...


E o resultado?



Para eles a vida vivida ou sonhada,

Para eles o sonho sonhado ou vivido,

Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...

Para mim só um grande, um profundo,E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,

Um supremíssimo cansaço.

Íssimo, íssimo. íssimo, Cansaço..."
(Alvaro de Campos)


sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Utilidade pública

Justamente porque sou feita de amigos, para amigos, por amigos, farei um ponto para não rolar desgaste ... A utilidade do blog (? ok, ok,... nem tudo nesta vida precisa ser útil, mas não vamos polemizar mais ainda que um post!!!...)
Já dizia Quintana: " Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.", justamente por isso, esporadicamente, deixarei algumas dicas de coisas que nao sao essenciais, nao tem justificativas, mas podem ser úteis, ou ao menos bacanas:

www.taste.com.br (sofisticação stuffs)

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.do (literatura)

http://marcelokatsuki.folha.blog.uol.com.br/ (ele gosta do que eu gosto e ainda testa lugares para mim :))

www.rraurl.com.br Musica eletrônica ("da cena" como diria minha amiga)

www.imdb.com (filmes, resenhas...)

Queria postar mais, mas deixo para ser em doses homeopáticas para não haver confusão, afinal como também disse Quintana: "O leitor que mais admiro é aquele que não chegou até a presente linha. Neste momento já interrompeu a leitura e está continuando a viagem por conta própria."

rs rs rs

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

SINAIS


Não tenho muito o que escrever hoje. Somente que sou grata a tudo que tenho aprendido com a vida, por não precisar de cílios postiços para abrir meus olhos a cada amanhecer e por não ser um dos milhares de seres que passam a vida bocejando, “cada um no seu quadrado”.
Também não posso deixar de dizer que ontem realizei um grande sonho de minha vida: fotografei um arco-íris. Pasmem, em meio às mais de 5000 fotos que já tirei na vida, é a primeira vez que consigo fotografar um arco-íris, que na minha opinião, é um dos fenômenos mais graciosos da natureza. E foi bárbaro ver por de cima da Marginal completamente parada, a beleza daquelas cores. Fez-me refletir que há sim, beleza no caos. E que além da minha crença na ciência, que me faz saber que aquilo é o espectro da luz do sol irradiado nas gotas de chuva, senti-me feliz pois tenho outras fés. Biblicamente o arco-íris é a aliança de Deus. Tá lá. Em Gênesis: "Este é o sinal do pacto que deveras estabeleço entre mim e toda a carne que há na terra." Fiquei tão, tão , mas tão feliz simplesmente por estar avistando um arco-íris que pude até entender a paixão de uma amiga por auroras boreais. Então pensei: Deus tá comigo...
E como pude pensar que algum dia não esteve?
Depois do vinho e da terapia de ontem cheguei à conclusão de que minhas equações de terceiro grau estão mais enraizadas do que eu imaginava. E não são raizes quadradas destas que uma calculadorazinha de quitanda resolve. Mas ok. Sou uma pessoa 4x4 movida a desafios. E agora tenho vários relacionados a mim mesma. E fui dormir pensando no quão sábia é a letra da música que cantarolei em pensamento até dormir...

Como nossos pais
(Elis Regina)

Não quero lhe falar meu grande amor
Das coisas que aprendi nos discos...
Quero lhe contar como eu vivi e tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa...

Por isso cuidado, meu bem, há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal está fechado prá nós que somos jovens...
Para abraçar seu irmão e beijar sua menina, na rua
É que se fez, o seu braço o seu lábio e a sua voz...

Você me pergunta pela minha paixão
Digo que estou encantada como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade não vou voltar pr'o sertão
Pois vejo vir vindo no vento cheiro da nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração...

Já faz tempo eu vi você na rua, cabelo ao vento, gente jovem reunida
Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais...
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
Como os nossos pais...


Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não
Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer que eu tô por fora ou então que eu tô inventando...
Mas é você que ama o passado e que não vê
É você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem...

Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude
Tá em casa guardado por Deus contando vil metal...
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo tudo o que fizemos
Nós ainda somos os mesmos e vivemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais...

terça-feira, 5 de agosto de 2008

MULHER BOMBA

Vi um documentário na Discovery e pensei em mim. No meu jeito de ser tão criticado nos últimos tempos, até mesmo por mim mesma.
Intensa. Radical. Chamem como quiser. O fato é que eu quero tudo ou quero nada. Eu me entrego de cabeça ou nem me viu. Eu xingo ou me declaro. Vou do 8 ao 80 em alguns segundos. Se estou triste, acho que vou morrer de tristeza. Se estou feliz, acho que sou a pessoa mais completa do Universo, se sou amiga é independente dos seus erros, se não te gosto, nem lembro que existe.
Será Bíblico? Apocalipse 3:15-16 "Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca." ???
Não é fácil ser assim. Gostaria mesmo de ter opiniões mais "mais ou menos" ou "não sei bem o que acho". E cheguei a pensar que tudo que tem características assim, de um extremo a outro, são distorções da natureza.
Mas não.
É Deus quem faz isso também. Sim. Sou filha de Deus como os flexíveis e os maconheiros! Portanto, chega de me culpar por ser radical. Chega de me criticar por ser intensa. Eu acredito que somos capazes de mudar TUDO, absolutamente tudo que queremos dentro de nós mesmos (e apenas dentro de NÓS. Mudar o outro, esquece...). Porém, para que isso aconteça, é preciso que você se convença que a mudança é de fato necessária. Necessária pra que? Pra ser feliz, oras! E eu, definitivamente confesso: não me convenci desta mudança. Talvez um dia me convença. Mas ainda não.
Sou mesmo um "Cazaquistão" da vida. Que de dia chega a 40º C e de noite, 40 abaixo de zero. E sei das consequências de ser assim. O lugar é quase inabitável. Mas não deixa de ser "possível".
Pois neste lugar, que tem a temperatura oscilando de +40 a -40 em um mesmo dia, foi construída uma das Obras mais bacanas que já vi: a Pirâmide da Paz. A grande dificuldade? É que a matéria expande com o calor excessivo e comprime com o frio que é demais. Pra desabar, é um, dois. Mas o grande criador da obra não se ateve às dificuldades e sim no espetáculo de superá-las. E fez em Astana a grande pirâmide.
Quem sabe eu não encontro em minha vida tantos Norman Foster´s quantos forem necessários para me aceitar do jeito que sou e mesmo assim ver beleza no extremo?.......
Afinal, na média, na média, nós extremistas somos "perfeitos". (risos).

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

BIFE A CAVALO


Bife a cavalo não é craseado. Isto por que cavalo é uma palavra masculina e os "as" que antecedem às palavras masculinas não recebem crase.
Assim é a regra gramatical. Quanto às regras da vida, não sei muito bem.
Mas estive pensando muito a respeito de minha vida amorosa ultimamente. E sei explicar de forma didática o que está acontecendo.
É um bife a cavalo. Onde parte está comprometida e a outra, apenas envolvida. Assim é a vaca, que dá a vida pelo bife, extremamente comprometida. Já a galinha, bota lá o seu ovo, plenamente envolvida. E assim se dá, o bife a cavalo.
Consigo entender o porquê de relacionamentos assim não darem tão certo. Apesar do cheiro sair bom, o gosto maravilhoso, tem uma das partes que morre nesta parada.
Quem quer uma relação, quer noites de prazer, viagens esporádicas de pura aventura e descontração, um jantar de vez em quando e até mesmo um cineminha.
Quem quer um relacionamento, além de todos os quesitos acima relacionados, quer compartilhar dos momentos difíceis, dormir e acordar junto compartilhando mau hálito, dividir um Miojo nos dias que não se pode jantar fora, assistir um DVD pirata quando não se tem pique de ir ao cinema.
Talvez bem mais "chato" ter um relacionamento que ter uma relação. Mas adianta alguém dizer pra você que beber faz mal à saúde?
Imagine uma caralhada de alunos de cursinho, destes obstinados em fazer faculdade de Medicina, dando a vida e mais um pouco de sua energia todos os dias estudando, receberem uma visita inusitada de um médico formado que lhes diga: "Galerinha, vamos falir o Anglo! Descobri um lugar onde ninguém precisa de faculdade pra ser feliz. Eu mesmo fiz e me arrependo. É muito mais legal curarem pelo dom sem diploma mesmo, na raça, sem precisar passar noite em claro, nem serem pixados por veteranos, nem a chateação de conhecerem milhares de novos amigos, fazerem milhares de trabalhos e provas. Vam´bora!"
Quantos vocês acham que levantariam a bunda da cadeira desistindo da tão sonhada faculdade de Medicina? Do sonho de viver isso? Poucos. Porque tem coisas que se deseja de verdade viver, passar, aprender, nem que seja pra maldizer um dia mais tarde.
Por isso que eu odeio gente que fala mal de casamento. Ah! Vai morrer no Brás! Se achava mesmo tão ruim porque se casou? É péssimo as pessoas que pegam o pedaço frustrado de suas vidas, tiram o "lixo" e nos dão de presente, na forma de conselho. Aliás, tô fartíssima desta coisa.
Da mesma forma, estar apaixonada por um cara década mais velho, que já foi casado e já tem filhos criados, não é fácil.
Pois é a mesma coisa de pedir pro médico, cansado, exausto, que passou 3 anos fazendo cursinho, 6 anos na Faculdade mais 2 de residência, voltar e começar tuuuuuuuuuuudo de novo: 'Vamos lá! É tão divertido fazer cursinho! Os professores são bacanas! Engraçadíssimos! (e realmente são, não seria nenhuma mentira)." O cara olha pra você e não tem dúvidas de lhe dizer:
- "Neste bife a cavalo, desculpe-me, só quero ser seu ovo frito..."
O duro é chegar à conclusão final de que você é a vaca.

domingo, 3 de agosto de 2008

Sarau com Nelson :)

Em um final de semana que foi iniciado com o presságio da tragédia, fecho o dia de domingo alimentando minha'lma com uma motivante ida a Praça das Palavras no MLP.Desta forma, faço jus ao nome do blog e divido no tom que soar mais doce ao leitor, um trecho que decidi também tomar por meu a partir de hoje:

"Se o homem soubesse amar não elevaria a voz nunca, jamais discutiria, jamais faria sofrer. Mas ele ainda não aprendeu nada. Dir-se-ia que cada amor é o primeiro e que os amorosos dos nossos dias são tão ingênuos, inexperientes, ineptos, como Adão e Eva. Ninguém, absolutamente, sabe amar. D. Juan havia de ser tão cândido como um namoradinho de subúrbio. Amigos, o amor é um eterno recomeçar. Cada novo amor é como se fosse o primeiro e o último. E é por isso que o homem há de sofrer sempre até o fim do mundo - porque sempre há de amar errado."Nelson Rodrigues - Morrer com o ser amado - 1968