sábado, 16 de novembro de 2013

3 mandamentos para ser feliz na Pista

Dias atrás a revista Veja divulgou o viídeo de um mamífero que ficou rotulado por ser o Rei do Camarote.
http://www.scriptease.tv/2013/11/03/o-rei-camarote/

Nada contra quem tem bastante grana e gasta ate 50 Mil numa noite. Mas se voce assistir ao video, vai achar o cara tao tonto que pode cogitar que é fake, que é uma brincadeira do Panico. Mas nao é. Ele de fato existe.

No video ele fala os 10 mandamentos para ser o Rei do Camarote.
O cumulo da futilidade e do vazio, em minha opiniao.

Em contrapartida, a vida para pessoas menos superficiais (independente de quanto dinheiro tenha) pode ser bem mais feliz e simples. Existem apenas 3 mandamentos para ser feliz sendo "apenas mais um na pista":

1. Tenha bons amigos: os verdadeiros amigos ficarao felizes em ir com voce pra balada seja de Ferrari, seja de fusca sem o banco da frente. Dane-se o carro que voce usa, se sua roupa e da lacoste ou do brechó. Se voce precisa ter dinheiro pra ter companhia, voce nao tem amigos e provavelmente você é um saco.
Porque amigos nao se compram, se conquistam. Quando se consegue atrair gente pelo que voce possui, atrai-se o pior tipo de gente possivel. As pessoas que muito tem e nada sao, nao tem a menor ideia do que é sentir-se verdadeiramente feliz, de alma, de essencia, de coracao. Feliz simplesmente por sentir que se tem os melhores amigos do mundo, mesmo que sua conta no banco nao seja la grandes coisas.

2. Seja voce mesmo: vista o que te faz sentir-se bem. Nao ligue pro que os outros vao dizer (eles vao dizer anyway). Dance sem se importar se esta bonito ou se esta feio. Se voce prefere vodka a champagne, tome vodka. Nao faz o menor sentido abrir mao do seu gosto para fazer algo que voce ilusoriamente acha que te traz status. Que droga de vida poderia ser a sua se tivesse que fazer o que os outros gostam ou esperam sempre? Sou muito mais ter personalidade que ter um camarote. Seja voce mesmo. E saiba que muitas pessoas te amarao e te odiarao exatamente pelo mesmo motivo: o que voce e. Portanto, vale ser. Tenha sua personalidade propria. Suas opinioes. Seus valores. E quando menos perceber tera atraido pra perto de si um monte de gente bacana, ou que respeita sua individualidade e consegue ser seu amigo mesmo sendo tao diferente de voce ou por ser tao parecido e poderem compartilhar de tanta afinidade. 

3. Busque sempre ser feliz. Nao importa onde esteja ou o que esteja vivendo. SEMPRE tem um lado bom a ser visto, sempre tem uma experiencia boa a ser vivenciada. Veja o copo meio cheio, sempre. Mas busque ser feliz de verdade, dar aqueles suspiros por lembrar de tantos momentos deste tipo, sorrir, gargalhar, olhar nos olhos das pessoas, dizer o que verdadeiramente pensa sobre algo. Seja feliz. Nao importa o que os outros vao pensar. E uma tarefa dificil, abstrair do que e inutil. Ser Humano adora se apegar no que e vao. Mas persista. Sendo feliz voce nao precisa de um camarote. Vai ser feliz "sendo apenas mais um na pista".  Sendo feliz, tudo que se pode comprar torna-se secundario (obviamente importantes. Quem nao gosta de viajar, comer em lugar bacana, beber algo que aprecia, cantar sua musica preferida num show, enfim?), mas antes de mais nada, ser feliz nao tem a ver com grana." Dane-se se o churrasco é de linguica ou de picanha", tenho um grande amigo que sempre diz isto. Se voce for feliz, isto realmente nunca importará.

Gente vazia que acha que é Rei porque usa roupas das melhores grifes, tem carrao (alias, a Ferrari nao pesquisa o perfil de seus clientes antes de liberar a venda? Vende pra tonto? Novidade pra mim), camarote, servico exclusivo, seguranca, champagne que pisca, mulheres, musica da moda, instagram e que sao amigos de celebridades, nao tem (e provavelmente nunca terao) a menor nocao do que e ser profundamente feliz. Porque "ser feliz sem motivo, e a mais autentica forma de felicidade", ja dizia o poeta.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

"Coração não é tão simples quanto pensa, nele cabe o que não cabe na dispensa, cabe o meu amor!..."

Tudo estava pronto para a realização de mais um sonho Make a Wish. Desta vez, o sonhador chama-se Daniel Caldeira. Nove anos, aparenta ter mais, por conta de uma alteração hormonal causada pelo tumor no cérebro, que afetou uma parte responsável pelo crescimento. Mas sua saúde agora esta bem. O tumor não mais se desenvolveu e ele esta em manutenção.
O Domingo é de sol. 
Pé na estrada. 
Nosso encontro com o motorista da van foi logo às 8h da manhã. Nada menos que o próprio Papai Noel. A cereja do bolo do nosso sonho. Sr. Alécio é um Papai Noel de verdade, com barba branca e cabelo comprido branco, original. Neste final de ano vai trabalhar lá no Shopping West Plaza. A esta altura feliz, pois, apesar de ter um marido Vovó Mafalfa, eu nunca tinha tido um amigo Papai Noel. Porém, desesperada. Make a Wish não pode nunca ser confundida com ONG "Papai Noel", nada contra, mas nossa missão não é dar um presente que a criança quer, mas sim dar à criança uma experiência transformadora, realizando seu sonho que é único e assim, fazendo-a acreditar que tudo é possível, inclusive sua cura. Mas com jeitinho explicamos a nossa missão ao Sr. Alécio Spanhiol que entendeu que não poderia colocar sua fantasia de Papai Noel.
Para a locação da van, para a longa viagem de mais de oito horas no total (ida e volta), tivemos a doação tanto do próprio Sr. Alecio, que nos cobrou preço de custo quando entendeu a razão de nossa viagem ("Não se pode ganhar sempre, disse durante as negociações, já encantado com a estória do Daniel, abrindo mão de seus honorários) e também doação dos grandes amigos da época de Porto Seguro, Murilo Ferrari e Renata Villarroel, que desta vez sonharam com a gente, financiando o transporte e o Microsoft Office, que compramos para que o Daniel pudesse exercitar tudo que aprende nas aulas de Informática da escola. 
O sonho do Daniel era ganhar um Notebook Preto. A doação do notebook veio da empresa OTG (http://www.otg.com.br/), com quem trabalhamos muitos anos enquanto clientes e onde fizemos grandes e verdadeiros amigos também, como é o caso do grande Pedro Diniz, que acreditou em nossa causa e nos ajudou com o sonhado presente.
Para proteger o notebook, novinho, novinho, o amigo Elvis Machado doou uma capa preta. Pra combinar com o note na cor preferida do Daniel.
Além disto, como gostaríamos de um momento de celebração, com a família toda reunida, os 4 irmãos mais a mãe Ana, atentamo-nos que comida italiana era a cozinha preferida do Dani e conseguimos parceria com o Restaurante Spaguetto, na beira da Praia Grande em Ubatuba (http://www.ubatuba.com.br/pousadinha/restaurante.htm). Excelente pedida! Comida deliciosa, preço bacana e proprietários engajados socialmente. Sr. Alfonso e família cederam as refeições, bebidas e sobremesas para toda família do Daniel e mais especial que isto, nos atenderam de uma forma totalmente especial, VIP, com muito carinho mesmo! 
Por fim, como uma das tristezas que o Daniel nos relatou foi que não sabia ler ainda (pois ficou alguns anos afastado da escola por conta do tratamento médico) e que ninguém nunca leu uma estória pra ele, tratamos de escrever pra ele um livro, que minha sobrinha e cunhada ilustraram, Gabriela e Adriana Tonhi, respectivamente, e que o Vitor Dalla Rosa, grande amigo Web Design fez a capa com todo carinho. Não parou por aí: a amiga Carol Lima, que trabalha na Alphagraphics, nos doou a confecção do livro. O livro que conta nada menos que a estória de vida do pequeno Daniel. O nome? "A estoria de uma estrela" e a moral da estória? Devemos sempre acreditar em nossos sonhos.
Estávamos nervosas. Realizar sonhos dá sempre aquele frio na barriga da gente. Medo se vai dar tudo certo, se vai sair tudo conforme a gente planejou. Depois de mais de 3 horas viajando, faltando menos de 1 hora pra chegarmos, a Rosi decidiu dar uma ligada pra mãe do Daniel, a Ana, pra dizer que estávamos chegando. E a Ana simplesmente nos surpreendeu dizendo que não iria mais não. Ha! Medo. Perguntamos o porquê, explicamos que era importante pois realizaríamos o sonho do pequeno Daniel e que planejamos com carinho o almoço no restaurante, e que sem ela não poderíamos sair com as 4 crianças menores de idade. Rebolamos e a convencemos a deixar suas visitas esperando enquanto fôssemos ao compromisso que tínhamos combinado com ela há mais de 15 dias. Vida de voluntário é assim: tem sempre emoção. Mas tem uma frase do Johann Goethe que diz que "Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o Universo conspira a seu favor." E a esta altura, não era apenas a força do sonho do Daniel que atraia toda boa energia pra que desse tudo certo, já tinha em jogo também toda a nossa energia para realizar este sonho, de nós da Make a Wish, do Sr. Alécio, do pessoal do restaurante, dos nossos amigos, da equipe da OTG, muita gente desejando junto um final feliz... 
E foi assim que, de repente, num piscar de olhos lá estávamos nós 9: Daniel com toda sua família, Ana, Claudia e Rosi como voluntárias e o Sr. Alecio. Fizemos nosso pedido, já com fome, e enquanto aguardávamos que chegassem os pratos, a Rosi começou a contar uma estória pra ele. Na segunda página, a mãe do Dani já comecou a chorar de emoção, ao perceber que se tratava da estória de vida de seu filho. A irmãzinha de 4 anos começou também a associar algumas coisas parecidas ("Olha! Nós também moramos nesta praia do Félix!" Ou "O Daniel também torce pro Corinthians!"). O Daniel, por conta de seu déficit de atenção, não suportaria ali quietinho se a estória fosse muito longa, mas como eram por volta de 16 páginas, acabou dando tudo certo.
A última página dizia que naquele dia, um de seus sonhos se tornou realidade e que Daniel aprendeu que nunca deveria parar de sonhar. E neste momento a Clau chegou com o presente nas mãos, entregando-o para o Daniel que disse um "Eu não acredito, tia!..." delicioso de se ouvir! Abriu vários sorrisos enquanto impacientemente abria a caixa do notebook. O Daniel não é muito de demonstrar seus sentimentos. Por vezes, costuma até ser agressivo, segundo os relatos da mãe. Mas neste domingo foi diferente. Foi um doce. Perguntou se ganhamos o almoço e dissemos que sim. Então ele teveo cuidado de se levantar, entrar no restaurante e abraçar todas as meninas que nos serviram. Pra nós, estas demonstrações de carinho foram vitória...

E foi nítida a grande diferença entre a primeira foto da família reunida, porém "distante" e a última foto da familia: todos juntos e realmente "unidos". Porque se o sofrimento por vezes fez os irmãos se distanciarem, pelo tempo que a mãe teve que viver exclusivamente para os cuidados do Daniel morando com ele em um hospital, enquanto a avó e os pais das criancas se viravam com eles, pudemos ver que a felicidade é capaz de uni-los novamente. 

Ao abrir a caixa, lá estava o notebook todo personalizado para o Daniel. Tela de fundo do Corinthians, Office e anti-virus instalados, o livro de sua vida que fizemos em PDF na área de trabalho, pra ele ver quantas vezes quisesse. Temos certeza que em breve ele estará lendo nosso pdf sozinho!
Bastaram alguns minutos para que, mesmo sem saber ler ele já memorizasse como digitar sua senha e conseguisse com as meninas do restaurante a senha do Wi-Fi. Ali mesmo já iniciou o download de seus jogos preferidos, com a consultoria do irmão mais velho. 
Era enfim, seu sonho realizado. 
Festejou que o dia seguinte seria feriado, aniversário de Ubatuba e que por conta disto não teria que ir à escola e poderia mexer o dia inteiro com seu notebook! 
O Daniel e todos seus irmãos disseram também, por várias vezes, que estavam felizes já que NUNCA tinham visto um Papai Noel de verdade antes!
Foi um dia muito especial.
O Daniel nos prometeu não deixar de ir à Igreja e fazer todas as lições. Saímos de lá com um trato: se o notebook atrapalhar suas tarefas e responsabilidades, que a mãe Ana vai nos ligar pra pegarmos o notebook de volta. E então ele prometeu que isto nunca vai acontecer já que será um bom menino.
Hoje foi um dia que nunca esqueceremos. O dia em que três fadas e um Papai Noel transformaram a vida de mais um menino! Menino que já lutou como gente grande nesta vida, mas que na hora de sonhar é tao simples como qualquer crianca. 

Quando chegamos em São Paulo, no bairro de Perdizes, ao ir para o meu carro percebi que eu havia sido roubada. Quebraram um dos vidros do meu carro e levaram alguns de meus pertences pessoais bem como o step. Por algum tempo ficamos tristes. Eu, particularmente, até chorei. Como pode ser tão diferente? Algumas pessoas saírem de casa para fazer o bem, enquanto outras saem para fazer o mal?!? Mas depois, pensando melhor, lembrei do sorriso do Daniel, de toda sua luta, de toda sua estória e imediatamente voltei a me sentir feliz por, graças a Deus, sermos do grupo das pessoas que saem para fazer o bem. Afinal, se Céu e Inferno nada mais são que estados de consciência, realizar mais este sonho foi para nós uma viagem às estrelas!





domingo, 4 de agosto de 2013

Meu fã clube. Só que ao Contrário.

Nesta semana ficou muito claro pra mim que sempre existirão pessoas que te gostam e pessoas que te detestam exatamente pela mesma razão: quem você é.
Dois desafetos. Numa única semana que vieram à tona. Pessoas que me acham uma verdadeira idiota pelo que penso e fizeram questão de deixar isto bem claro de forma bastante mal educada. 
O mais engraçado foi a minha reação em meio a isto tudo: vontade de não fazer nada, silenciar. 
Eu sabia que um dia acabaria percebendo a diferença entre ter 20 e 30 anos.
Confesso que ainda balzaquiana me chateio. Mas não o suficiente para gastar 1 Joule discutindo. Afinal, não seria muita pretensão querer que TODAS as pessoas que nos conhecem gostem da gente? Eu já fui assim. Fazer de tudo para agradar. Mas chega um dia que ser autêntica passa a ser mais importante que ser aceita. É o fim da adolescência da alma. Acho que faz parte de todo o aprendizado: saber dizer e saber ouvir "nãos". E porque não aceitar que você é imperfeita o suficiente para ter desafetos? Óbvio que sim. Assim como por vezes temos grande dificuldade em ver o lado bom que TODO MUNDO tem. Às vezes o lado que você repugna em alguma pessoa é tão "negrito arial 50" que te cega quanto às suas qualidades. Já torcemos o nariz e na primeira oportunidade desabafamos numa roda de conversa porque não gosta de fulano ou ciclano. Acho que é um grande exercício tentar olhar por outro ângulo. Acho que faz parte de nossa luta nesta vida aprender a respeitar a diferença, saber onde é o seu limite, entender que você tem todo o direito de discordar, mas não faz sentido nenhum atacar quem simplesmente pensa diferente de você. Nas suas devidas proporções, atacar um colega com palavras só porque discorda dele, é tão repugnante quanto quebrar lâmpada na Av. Paulista em rosto de homossexual. Ah, a intolerância!...
Mas fiz a minha parte.
Fui eu mesma. 
Há tempos que decidi pagar o preço de ser livre: poder dizer tudo que penso e sinto.
"Não sou escrava de ninguém." Já dizia Renato Russo...
Vocação zero para ser "Fake". 
E sinto que neste "game da evolução", passei de fase: entender que sempre existirão pessoas que não gostam de mim. Aceitar, me conformar. E saber que nem por isso vale a pena ser refém da popularidade. É missão de vida pagar o preço de ser transparente e real.
O próximo passo é "cagar bolinha" quando acontecer, como diz uma amiga minha, case de sucesso de quem fala tudo que pensa, a Joice, que coincidentemente postou nesta semana:

"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender as suas demandas, satisfazê-los. Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro..."
(Dalai Lama)





segunda-feira, 29 de julho de 2013

"Onde o mundo faz de conta, a Terra é quase o céu!"

Em uma das vezes que liguei pra casa da pequena Julia, de 11 anos, uma  garotinha guerreira que luta contra a doença Amiotrofia Espinhal Progressiva tipo 1, já entendi o quanto ela é especial. Com o intelecto totalmente preservado e com uma família abençoada que se preocupa muito na socialização da criança, a Julia pode entender tudo que acontece à sua volta. Com o olhar, soletra as palavras e se comunica, de forma surpreendente com os pais, tia e enfermeiras. Afalbetizada, adora jogos de tabuleiro e entende as regras sem dificuldades. Ainda que precise de ajuda para segurar as cartas, ou para mexer as pedras sobre o tabuleiro de acordo com as suas ordens, esta é sua brincadeira preferida. Na TV, adorava Carrossel. Assistiu todos os capítulos e ainda revia (e revê até hoje) todos os capítulos no Youtube. E foi daí que saiu a inscrição do grande sonho de sua vida junto à Make a Wish: Conhecer a Professora Helena.
Ela contou pra mãe que a Professora Helena era sua personagem preferida porque sonhava em ir para a escola... 
E assim se fez.
Porque tudo aquilo que verdadeiramente sonhamos, se faz realidade, mais cedo ou mais tarde...
A Julia não poderia viajar ao encontro da atriz Rosanne Mulholland. Mas "se Maomé não vai à montanha, a montanha vem a Maomé." A querida Rosanne aceitou realizar o sonho da pequena Julia. E hoje, 29 de Julho de 2013, foi o grande dia. 
Eu cheguei na frente para ajudar na organização de uma festinha, de uma tarde de brincadeiras coma Julia, que é festeira que só ela. Só de falar que receberia visitas e seria uma festinha, ela já ficou super animada e feliz. A tia Nice contou que ontem ela disse que estava feliz. E a tia perguntou: "Porque?". E ela soletrou "amanhã". E ainda nem passava pela cabecinha da Julia que esta festa teria uma visita MAIS que especial: a professora Helena! Confesso que eu, como voluntária, também estava aflita hoje pela manhã, quando vi que a lista de convidados da Julia era grande, bem menos "petit" que eu pensei. Era mais ou menos do tamanho do coração da família da Julia: enorme! A mãe Juliana, pedagoga, trabalha meio período com educação infantil e cuida da Julia na parte da tarde. A tia Nice, irmã da Juliana, psicóloga, trabalha de tarde e cuida da Julia de manhã. O pai Gilberto, trabalha em 3 empregos como segurança para dar à família toda estrutura que precisam. A Julia é filha única, sobrinha única, neta única. E por isso já dá pra entender de onde vem tanto amor e tanto cuidado: sempre de batom, cabelo arrumadinho, unhas pintadas. Ela mesma que escolhe a cor dos esmaltes. Linda. Uma boneca. Desde a hora que acorda tem todo cuidado das enfermeiras. O banho ao som de "Pai Nosso" confesso que me comoveu um bocado. :,)
Desde o dia que eu liguei pra Juliana e disse que eu tinha conseguido um dia de folga e que eu iria para BH, e recebi um grito de felicidade do outro lado do telefone, fazendo festa, já me senti completamente acolhida. De repende me vi tão esperada quanto a celebridade (rs). Ontem, ao sair à noite de SP, o SMS da Juliana me desejando "Boa viagem. Venha com Deus". A energia é tão boa que sinto com uma aura em volta de mim. Cheguei logo cedo, antes das 8h da manhã. O Gilberto, pai da Julia, que tinha chegado do outro emprego às 6h da manhã, já estava saindo pro outro. Nem era certeza que conseguiria voltar pra festinha, pra ver a felicidade da Julia com a professora Helena. Talvez se um amigo o rendesse na hora do almoço. Fui recepcionada com um café quentinho, pão de queijo e rosquinha da roça, onde moram os tios e avós da Julia. Vovó e vovô não puderam vir. Muito carinho mesmo. Enchemos bexigas com o maior cuidado do mundo pra não estourar (a Julia tem medo - e eu também. Rs-), enfeitamos a festinha com tema do Carrossel (pratinhos, toalha da mesa, chapeuzinhos, copinhos e painel, fora o CD do Carrossel que não saiu do Repeat a festa inteira!), brigadeiros, lanchinhos naturais, cachorro quente (lá em Minas a salsicha é picadinha no molho e não inteira como em SP - e nem tem purê que a Rosanne não gosta. Ufa!), docinhos, pipoca. Uma festa de verdade. Que nem Carnaval fora de época em Salvador, era festinha fora de época pra Julia em BH, que faz aniversário em Janeiro. Mas a festa era pra celebrar do jeito que a Julia mais gosta: com bastante gente. A mãe sempre deixou claro que este é o jeito da Julia: tudo que é dela é dos outros. Então chegaram pra festa alguns primos, algumas pessoas que ajudam ou ajudaram a cuidar da Julia, amigos e de repente a casa estava cheia. Antes da Rosanne chegar na casa, quando faltavam uns 15 minutos para a grande surpresa, chamei todas as crianças na sala pra conversar com os pimpolhos; mais ou menis uns dez. Comecei a dizer: "A tia precisa contar um segredo e pedir uma ajuda pra vocês. Primeiro vou contar porque a tia está aqui: a Julia tem um grande sonho. Que é conhecer a Professora Helena do Carrossel. Todo mundo aqui tem sonho. E todo mundo aqui vai ter o seu grande dia. O dia mais feliz da nossa vida porque realizará um grande sonho. A Julinha não pode viajar. Vocês podem. Vocês podem andar de avião, ir pra longe... ". - Nisto fui interrompida por um dos meninos, de uns 6 anos mais ou menos, que levantou a mão e disse: "Tia, eu também não posso porque me cago de medo!" Kkkkk. Foi risada geral. Aí o outro garotinho já começou a dizer que ele não tinha medo não, que andava até de caça... Rs. E eu continuei a explicar: " então quero que vocês façam de conta que são as crianças do Carrossel. Sem fazer feio. Ajam com naturalidade. Sem ficar pegando na Professora Helena, sem ficar tirando foto, sem pedir nada, porque hoje a Professora Helena está vindo aqui na Casa da Julia pra conhecer a Julia. Vocês só estão aqui porque a Julia gosta muito de vocês. Mas não vale roubar esse momento da Julia. Combinado?"
E todos concordaram. E assim fizeram. A festa foi uma delícia!
O mais novinho deles, que nem sabia falar, um ano e poquinho, olhava pra Professora Helena ali sentada do lado da Julia, e apontava pro Pôster do Carrossel atrás dela como quem diz: "Olha , você aqui, você lá!" Rs. A outra menininha, de uns 3 ou 4 anos, perguntou pra ela: "Mas como você saiu da Televisão?!" Hahaha! E ela pôde explicar como funcionavam as câmeras e tal.Foi muito divertido. 
Todos tiraram foto com a Julia e a Professora Helena. A Professora Helena comeu, tomou suco, jogou Uno só com a Julia, ganhou dela, perdeu dela. Foi entrevistada: a Julia perguntou se ela era casada, se tinha filho e se ela trabalhava. Tudo com os olhos. A mãe e a tia sabendo entender o que pra nós, reles mortais, parecia impossível. O exato momento da chegada da Professora Helena fez com que a Julia ficasse vermelhinha, que nem um pimentão! Igual a mãe descreveu que aconteceria. Os batimentos cardíacos a mais de 140. Pura emoção. Difícil de ver, mas totalmente possível de acreditar. 
Era a realização do sonho da Julia.
Aqueles 90 minutos foram, com certez a, os 90 minutos mais felizes da vida da pequena. 
E um momento inesquecível de todos que a amavam e estavam ali compartilhando aquele momento.
A carinha da melhor amiga, a Mariana, que mora na casa dos fundos da Julia e é sua melhor amiga, não tinha preço. Era a felicidade de ver a professora Helena somada com a felicidade de ver a amiguinha feliz. Todos os dias a Mariana de manhã toca flauta pra Julia. Lindamente! Ela tocou pra eu ver. E também lê histórias lindas pra ela. Hoje ela levou uns 6 livros quando chegou. Uma amizade que se vê ser de verdade. Mãos que não se largam...
A Rosanne Mulholla nd ganhou meu coração. Um doce de ser humano e linda! Atenciosa por demais com todas as crianças e sobretudo com a Julia. Chegou, colocou um vestido "a la Professora Helena" e transfornou a vida da Julia. Priceless!
Foi perfeito.
A Rosanne Mulholland que já se questionou, como vi numa entrevista, se a profissão de atriz poderia fazer alguma "diferença" para a humanidade. tenho certeza que hoje pôde ver que sim. Que faz. A energia move o mundo! E por trás de um personagem como o da Professora Helena, quantas lições DE VIDA não são passadas para estas crianças que a tem como ídolo? 
No vôo de volta lembrei de uma vez que a Juliana me contou que levou a Julia pra conhecer o metrô de BH. E um senhorzinho pouco esclarecido, com uma Bíblia embaixo do braço, disse pra ela e pro Gilberto que "aquela criança precisava de um milagre". E o pai, mais que depressa corrigiu: "Ela já é um milagre!"
Hoje foi emocionante. Pois pudemos ver um milagre de perto...


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Just be honest.

Neste final de semana assisti ao documentário que se chama I AM.
O nome foi a resposta de um grande pensador do mundo atual quando lhe perguntaram "qual a causa de tantas dores no mundo?". Achei bárbaro. Mas mais bárbaro ainda foi o desfecho, que supunha que a solução para todos os males do mundo somos nós também.
Em meio ao documentário, fez-se a pergunta que sempre existiu dentro de mim: "Nossa essência é naturalmente boa ou má?" Quero dizer: se não houvesse religião, lei, 'ninguém olhando', o ser humano tenderia ao que? Ao bem ou ao mal? Se ele pudesse, de fato, escolher por sua essência? E o documentário fala que somos bons. Que o amor está em nosso DNA. E eu fiquei tão feliz! Fato: tem muita gente boa no mundo. Bem como aquele comercial da Coca-Cola, que fala "que somos a maioria."
Mas acho que estava com uma visão muito perfeita da coisa. 
Outro dia sonhei com dois números, falei pras minhas amigas, jogamos na mega sena e naquele concurso eles foram sorteados. 17 e 18. Inesquecível. Uma pena que não sonhei com os outros 4 que precisava. Fui tão pretensiosa que cheguei a pensar: "será que estou me tornando uma pessoa melhor e ganhei super poderes de Deus?" E refleti que quando eu era adolescente, eu me arrependia de tanta coisa, fazia tanta presepada... Magoava irmã, xingava mãe, fofocava coisa aqui ou falava mal ali, e vivia pedindo perdão pra Deus. Sábado fui à missa. E me senti tão pura e tão em contato com Deus, que comunguei. A Make a Wish, a forma como me relaciono com meus amigos, familiares, estranhos, no trabalho, meu marido... Passei a régua e me senti tão do bem, sabe?
E estive pensando nisto desde então. Mas nos últimos dias tive a certeza, por pensamentos e até mesmo atitude, que eu erro. Que eu peco. Eu julgo. Que eu sou absolutamente humana. Pacote completo: lado bom e mal. Negro e branco. Yin Yang. Muito longe de ser um espírito evoluído. Talvez por isso sonhei só com dois números premiados. Hahaha! 40% lá!
Somos bons. Não ótimos. 
A grande questão está em ser forte.
E eu sou forte.
Imperfeita, porém forte. E se até Pokemons evoluem, porque não eu?
E isto é a certeza de que estamos no caminho certo da evolução, já que ninguém veio a esta vida à passeio. 
Pensamentos poderão sempre se tornar turvos ao longo de nossa vida. Por vezes você pode até errar. Mas é na sua atitude diante do erro que está a sua fortaleza e a sua grandiosidade.
É fácil não roubar se você não está passando fome.
É fácil doar aquilo que você tem sobrando, a roupa que não te serve mais, o brinquedo que não se usa.
É fácil devolver o troco que não fará diferença no seu orçamento do mês.
É fácil não trair sua esposa com uma pessoa que não balança seu coração nem mexe com seu libido.
É fácil praticar a tolerância com quem é legal.
É fácil dar a mão e abrir um sorriso pro estranho dentro da Igreja. 
Tudo isto são coisas corretas e não tem menos valor por serem mais fáceis. Muita gente, infelizmente, está tão longe de ser o que precisamos ser, que nem isso conseguem fazer.
Mas para aqueles que jà passaram do Básico 1, para àqueles que não têm dificuldade nenhuma em não roubar e não matar, a vida a de mostrar que o caminho é um pouco mais longo que isto.
E temos que ser fortes.
Fortes em nossa caminhada da evolução.
Não fazer a ninguém o que não gostaria que fizessem com você (ou mais "romanticamente" dizendo, amar ao próximo como a ti mesmo). Ser a mudança que quer ver no mundo.
"Ter bondade é ter coragem!" - já dizia Renato Russo.
Busque nos verdadeiros amigos e pessoas de bem a ajuda que precisa para ser forte nos momentos difíceis. 
E não se esqueça que sempre seremos julgados com a mesma intensidade com que julgamos. Pegar leve com os outros, é melhor pra você mesmo, um dia. Erre, mas corrija. Não julgue quem, por fraqueza, já errou. 
Seja forte.
Pensando que ser forte é simplesmente ser bom. 

A verdadeira fortaleza se mede nos maiores momentos de fraqueza. 


sábado, 6 de julho de 2013

"Sonho parece verdade, quando a gente esquece de acordar...Ah e o mundo é perfeito!"

Hoje fui agraciada com mais um dia especial, mais um sonho realizado.

Depois de uma semana de muitas ansiedades e dúvidas, com direito à dor de barriga e tudo, era real, estava lá: o Guilherme, firme, forte, realizando o sonho que esperou por mais de 2 anos. Conheceu todo o time do coração, o SPFC inteiro!

Até o ÚLTIMO momento eu não tinha certeza se tudo seria como sonhamos, e isto quase espremia meu coração. Mas como sempre, tudo acabou bem no final. Dizem que se ainda não deu certo, é porque ainda não chegou o fim... acho que é isto mesmo. Todo o time, até o Ganso, já tinha passado por nós, com fotos e autógrafos... A dedicatória completa do Lucio na camiseta do Gui, com “Jesus te ama” e tudo, mas de repente vi o Rogério Ceni saindo “pelos fundos”, não passaria pelo Guilherme, justo ele, o preferido do nosso guerreiro. Não desisti. E num minuto de oração pedi que não fosse daquele jeito. Minutos depois o segurança chamou o Guilherme na recepção., o Juca, assessor de imprensa do SPFC,  ajudou a gente: o Guilherme  foi levado ao Reffis (Reabilitação e Fisioterapia) onde estavam os maiores ídolos. Na porta, um aviso que dizia: “ÁREA RESTRITA. ACESSO PERMITIDO SOMENTE A ATLETAS E PROFISSIONAIS DO REFFIS.” Esqueceram d e dizer que “sonhadores” também entram....

Este foi o ápice do dia do Guilherme. O encontro com o Ceni.

O meu foi quando a mãe do Gui, a Renata, no almoço, me contou que a primeira vez que nós da Make a Wish ligamos para ela, ela estava brigando feio com o ex marido, pai do Guilherme, discutindo sobre como pagar a prótese de sua perna. E após nossa ligação tudo mudou. O sonho do Guilherme e sua felicidade é o que realmente importava e a paz aconteceu. Isto é o que a Make a Wish faz: TOCA as pessoas. TODAS. As que têm seus sonhos realizados. As que ajudam a realizar. A sociedade. A família. O time do São Paulo. Os amigos do Guilherme. Os meus amigos. O Guilherme. A super mãe Renata. O dono do restaurante que concedeu uma celebração incrível. A garçonete que nos atendeu maravilhosamente mesmo sabendo que 10% de nada é nada. É isto que realmente importa. Que paremos TUDO de vez em quando pra lembrar o que realmente importa.

E eu termino meu dia com um choro. Meio de alívio, meio de alegria. Lembrando de como eu olhava o Guilherme o dia todo, com a mesma admiração com que ele olhava para os seus ídolos. Acho mesmo que tenho ganhado ao longo da vida novos ídolos, conhecendo pessoas como o Guilherme: desde seu nascimento lutando contra a Neurofribromatose. Desde o útero, um guerreiro. Em 2009 tirou o olho esquerdo... 25 de Junho, no mesmo dia do meu aniversário de 30 anos e da morte do Michael Jackson. Em 2011, amputou parte de uma das pernas e como um verdadeiro campeão hoje anda perfeitamente sem cadeira de rodas, sem muletas, completamente adaptado à sua prótese e sem querer a nossa ajuda. “Sem Reffis”. Não é o máximo? Aos 16 anos, me pergunto quanta maturidade tem por tudo que já passou. Me vem aquela frase do Mario Quintana na cabeça: ” A felicidade bestializa, só o sofrimento humaniza as pessoas ”...

O Guilherme trabalha meio período da tarde, de manhã faz o 2º ano do Colegial e a noite o curso técnico profissionalizante de Automação. Isto pra mim é mais vitória que todos os títulos do São Paulo juntos: SUPERAÇÃO. A mãe reclamou que ele chegou ontem às 3h da manhã, onde estava com os amigos, feliz, comemorando, celebrando a vida, no Pagode. No Facebook se vê milhares de amigos ao lado dele, o tempo todo. O amor da família. Uma vida linda!

Obrigada a todos os amigos que fizeram deste sonho do Guilherme realidade. O destino soube selecionar muito bem o merecedor.

SONHO, do Teatro Mágico descreve perfeitamente esse turbilhão de emoções, hoje.


“Eu não pareço meu pai
Nem pareço com meu irmão
Sei que toda mãe é santa
Mas a incerteza traz inspiração
Tem beijo que parece mordida
Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga
Tem briga que aparece pra trazer sorriso
Tem sorriso que parece choro
Tem choro que é pura alegria
Tem dia que parece noite
E a tristeza parece poesia
Tem motivo pra viver de novo
Tem o novo que quer ter motivo
Tem aquele que parece feio
Mas o coração nos diz que é o mais bonito
Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais
Querer saber demais...”

 

 

 


sábado, 1 de junho de 2013

AQUI TEM UM BANDO DE LOUCO! Louco por ti, Corinthians! #MakeAWish

Dizem que eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundos e não se esquece a vida inteira. Não foi uma fração de segundos, mas uma tarde, que acredito mesmo que estarão para sempre na lembrança dos nossos sonhadores Gabriel, Jhonata, Bebeto e Matheus: Ontem foi mais um dia emocionante pela Make a Wish. Conseguimos a autorização do Corinthians para levar todos nossos sonhadores que há anos esperavam. Na última semana, o Timão nos ajudou a realizar o sonho do Wagner, que era um rush wish. A mãe do Wagner nos contou que os últimos dias de sua vida, só falava daquele momento, que foi recebido com tanto carinho por todo o time do Corinthians e em especial pelo Tite. E que o nosso pequeno Wagner descanse em paz. Tenho certeza que mudamos sua energia de forma MUITO positiva para superar este momento de sua partida.

Aí ontem, levamos nossa Nação Corintiana para a realização de seus sonhos. A mãe do Bebeto dizia que ele já nem acreditava mais. Dois anos fizera desde que escreveu sua cartinha. Ele dizia que não queria mais acreditar mas a Barbara, a mãe, pedia que ele não desistisse. E estava certa. A Rosi, mãe do Matheus, conseguiu guardar segredo até o último minuto. O Matheus achou mesmo que estava indo passear com seus amiguinhos da Make a Wish. Quando chegamos ao CT do Corinthians, ele me perguntou o nome do Parque. Passou um minuto chegou o carro do Tite, que carinhosamente parou, abriu o vidro e deu boa tarde, perguntou se estava tudo bem, Então o Matheus falou com aquele jeito dele, pausado e tranquilo: “Eu não tô acreditando. Me belisca que eu tô sonhando que eu vi o Tite!”  A emoção da mãe que se aproximou depois da aula anti-tietagem da Tia Úrsula foi de comover. Ela me explicou que guardou surpresa pelo bem do Matheus, que costuma ter crises convulsivas quando fica muito ansioso ou nervoso. Então ela pediu para que ele se controlasse, que seria uma tarde muito feliz, que eles veriam o treino do Corinthians mas que ela não queria que ele passasse mal. E assim se fez. Amém. O Matheus ficou super bem o dia todo. O fofo do Bebeto, que já tem seus 18 anos agora, o tempo todo ajudava o Matheus a se locomover para chegar perto do time. Parecia irmão mais velho. O Bebeto passou pelo processo de implante de medula óssea há pouco tempo e está super bem agora. Um querido. Ficou feliz, sabia o nome de todos os jogadores, até do de base recém-chegado, um corintiano roxo.

O Jhonata está passando por sessões de quimio atualmente e está reagindo super bem também. Tenho certeza que logo, logo nem lembrará de toda esta luta. Mas não há de esquecer o dia perfeito com o time do coração. E o Gabriel também já está recuperado e sadio. Quem olha nem acredita que já lutou tanto nesta vida. Pra mim, sem dúvida, eles são as estrelas, os guerreiros, os campeões, os todos poderosos... É sempre uma lição de vida ver como superam com grandiosidade um desafio tão grande. As mães que os acompanhavam, Fabi, Rosi e Barbara, mais o tio Claudio, estavam nitidamente radiantes pela felicidade dos queridos. E era difícil conter a própria felicidade porque também eram corintianos roxos. Este negócio de ser corintiano é complicado. Eu sou e sei como é. O negócio é intenso. Eles se comportaram no começo conforme pedimos, quando ANTES do treino todos os jogadores vieram autografar as camisas que eles ganharam de presente, fotografar com nossos garotos e abraça-los. O Sheik sempre alto astral, entrava e saia dançando, sorrindo sempre. Ensinou o Matheus a fazer o “V” de Vitoria e assim ele fez em muitas fotos. Que leve para sua vida. O Pato ficou bastante tempo com os meninos também, já que estávamos ao lado da irmã dele que também tinha vindo visita-lo. O Tite também foi um caso a parte, pois é extremamente carinhoso e emotivo. Foi super gentil com nossas crianças. O Danilo, que tanto nos ajudou a fazer este momento possível, também foi querido com os meninos. Todos foram! Os goleiros, enorme que são, atenderam o pedido do Gabriel e deram suas luvas. Por sorte dois pares e pudemos distribuir uma para cada criança. Afinal, eram tão grandes que acho que nunca acabarão usando de verdade. Será apenas mais uma lembrança deste dia tão especial.

Assistimos ao treino e quando acabou era hora de atender os pedidos de todo mundo que estava lá. Nossas crianças tinham sido VIP e foram anteriormente atendidas. Nesta hora tinha bastante gente. E era hora das mães e do tio matarem suas vontades: tiraram foto, pediram autógrafo e eu pensei: “Que sejam igualmente felizes por hoje. Eu não sou nem capaz de imaginar o quanto estas pessoas já lutaram por estes filhos.” E era engraçado, pois eles que viraram crianças diante do clube do coração. Os filhos (e sobrinho, no caso do Gabriel), que já estavam com a camisa todinha autografada e que já tinham foto com todos eles, agora pediam calma para seus adultos e tiravam foto deles com os ídolos. Foi legal também. Para mim ver aquelas mães sempre me emociona. Eu acho mesmo que ser mãe já dá um toque de santidade a toda mulher. Quando elas lutam contra a doença de um filho então, nem se fala. Que Deus as abençoe sempre. Até a mãe do Gabrie l que, de tão generosa, deixou o tio ir pois era a grande inspiração corintiana do pequeno, já que só podia ir um acompanhante.

Ontem foi assim. Perfeito. É maravilhoso viver um sonho justamente nos momentos em que se está acordado...


quinta-feira, 23 de maio de 2013

A gente tanto procura, que SE encontra...

Certa vez, num destes retiros visando auto-conhecimento, passei pelo processo de regressão na busca de entender qual a minha missão de vida.
Para quem já viveu algo parecido, sabe do que estou falando quando me refiro a um zilhão de emoções e pensamentos que se passam dentro de nós neste momento. Para mim foi meio como estar completamente embriagada sem ter tomado absolutamente nada. Algo sempre difícil de descrever. Ainda mais difícil, compreender. A cena que eu via era de dezenas de pessoas que apareciam sorrindo, pessoas que amo, outras que eu nunca havia visto na vida, mas todas sorrindo, muito e incessantemente.
Elas não riam pra mim.
Elas não riam de mim.
Elas simplesmente sorriam e eu as avistava, com uma felicidade imensa por vê-las daquele jeito.
Sai do retiro completamente frustrada. Qual seria minha missão de vida? Ser Patati Patatá? Dentista? Trabalhar na Colgate?
E por anos não compreendi.

Há 3 dias atrás recebi uma ligação da ONG a que faço parte. Era um rush wish. Ou seja, um sonho urgente a se realizar. A sobrevida da criança é pequena. E tudo aquilo soava como uma bomba-relógio dentro de mim. Pra dar um toque ainda maior de emoção, o sonho era de conhecer O Todo Poderoso Timão. Meu time do coração. Em poucas horas eu já tinha contato de dois Conselheiros, um jogador e um ex-jogador do Corinthians. Fora da esposa do Neto. Além da Assessoria de Imprensa. Mas o sonho não saia! Não recebíamos a confirmação numa agonia sem fim.
Fui insistente. Talvez chata, seja a palavra. Não me conformava que o sonho com o meu time do meu coração seria o sonho que partiria meu coração.
Hoje pela manhã consegui. Autorizaram que levássemos o nosso pequeno Wagner no CT do Corinthians.
Na foto, a riqueza daquele momento: por debaixo da máscara, o sorriso, o olhar, o sorriso... o sorriso... Toda a felicidade do mundo que tive ao ver este sorriso!
Acho que hoje uma das fichas mais importantes da minha vida caiu.
Hoje eu compreendi minha missão de vida....

.."Mas enquanto estou viva e cheia de graça,
Talvez ainda faça um monte de gente feliz!..."
(Rita Lee)


terça-feira, 14 de maio de 2013

Porque verde é ESPERANÇA!

Sábado tive uma experiência enriquecedora: conhecer o Gabriel e o Inayã Kaique, dois sonhadores de 5 e 20 anos, respectivamente.
Há mais de dois anos atrás registraram seu sonho de conhecer o Time do Palmeiras. E dia 11/05/13 foi o grande dia!
Já antes das oito estávamos nos encontrando com eles, eu com o Kaique num Hotel da Consolação e a Cinthia, amiga voluntária, em Santo André, para pegar o Gabito e sua mãe. Eles moram na Casa Ronald, do Projeto Ronald MC Donalds que dá assistência às pessoas que estão em tratamento de câncer (pra quem não acredita no MC Dia Feliz, ta aí uma boa prova de que pequenos gestos repercutem grandes resultados). O Gabriel já aí dá o enredo pra este "filme" como sendo de comédia, nada de drama: "Tia, mas a gente vai no Palmeiras com este carro sujo?"
Ele é muito engraçado!
Disse que na escola os amigos não o deixam jogar bola porque é perna de pau, e por isto o sonho dele mesmo é ser super herói quando crescer. Mal sabe ele que herói ele já é: aos 5 anos de idade já superara um tumor no mesencéfalo, sem cirurgia, num tratamento que foi sucesso com radio e quimioterapia, do jeito que a mãe Yessenia sonhava que acontecesse, quando veio da Bolívia para o Brasil, há 3 anos atrás, com a missão de salvar seu filho.
Um mesmo sonho de conhecer o Palmeiras e uma mesma história de final feliz: Kaique, que hoje tem 20 anos e é um lindo rapaz, também é um vencedor e está somente em fase de manutenção após um tratamento de sucesso contra a Leucemia. Ama esportes, trabalha com recreação num renomado Acampamento ao Sul e Minas (NR1 Acampamentos), independente e feliz. Era jogador no profissional, na categoria Juniores, no América Futebol Clube de Minas Gerais, quando descobriu a Leucemia e teve que priorizar o tratamento. Hoje, curado, sonha em terminar a Faculdade de Educação Física que já começou.
A primeira grande lição de vida: ver pessoas que de fato se depararam com problemas difíceis e venceram. Pessoas como nós, que todos os dias ao acordarem, tem seus altos e baixos na vida e têm que tomar uma simples decisão: ser feliz ou não. E escolhem ser feliz. Eu acho isso lindo! O sorriso dos dois irradiava pelos quatro cantos verdes daquele lugar! Já na entrada, eu e o Kaique no carro tivemos um ataque de risos quando o segurança da Portaria anotou minha placa e orientou que eu estacionasse depois do "negócio" verde. Olhamos um pra cara do outro e caímos na risada: NADA, absolutamente nada naquele Centro de Treinamento não era verde. Foi um ataque de riso, pra ajudar a tirar toda tensão, afinal, estava dando tudo certo. Entramos no CT do Palmeiras.
Fomos bem recepcionados por todos os funcionários do Palmeiras, em especial pelos Eduardos, um que era segurança dos portões do campo e o outro, responsável pelo Marketing do time e que foi responsável junto com o Rafael Zanette em promover toda a ação. E que bela ação social! O melhor estaria ainda por vir...
Não demorou muito os jogadores entraram em campo para o treino. Passava um pouco das nove. A alegria nos olhos do Kaique e o joinha do Gabito aos jogadores, saltitante, foram impagáveis. Mas havia uma grade que os separavam. Mas ainda assim todos os cumprimentavam com um sorriso desses enormes, pois já sabiam exatamente o porquê que eles estavam ali. E pareciam solidários à causa bem como gratos à toda admiração. O Kaique já é mais moço, então não ficava tanto com tietagem. O Gabriel porém, com toda sua ingenuidade de criança, soltou algumas pérolas em meio à nossa manhã, deixando tudo tão engraçado que, chorar, só se fosse de rir. Adivinha o que ele falou quando o Souza (volante do time, jogador ruivo e com sardas) foi falar com ele? "Noooossa! Você tem cor de pinta!.... Parece uma onça!..."
Hahaha! Os outros jogadores riram até... E a mãe nervosa, porque disse que já cansou de tanto explicar ao pequeno que não se pode dizer o que vem à cabeça, porque machuca as pessoas. E eu pensei, "Ele só tem cinco... Conheço uns que aos 30 ainda não aprenderam..." Mas o Gabito é super fã: levou sua mochilinha do Palmeiras, com seu copo que acende do Palmeiras, touca do Palmeiras, porta-retrato do Palmeiras com a foto dele com a mãe... A Mãe. Um capítulo a parte. Estava tão feliz em ver realizar o sonho do filho!.... De tempos em tempos dizia: "Não estou acreditando? Me belisca!" E fotografava a alegria do pequeno. Ela contou que o Gabriel é tão fanático que pede pra vó comprar feijão verde pra ele. Perguntamos porque ao Gabriel e ele disse que é porque é isso que os craques do Palmeiras comem. Risos. Ele é uma figurinha! A mãe contou também que, quando ele a desobedece, ela ameaça dizendo que vai virar corintiana e ele chora. Um típico palmeirense. Mas da turma do amendoim, corneteiro. Ao perguntarem pra ele o que achou dos jogadores, não exitou em dizer: "Ah... eu achei eles um pouco 'luim'". Caímos na risada!
Passados uns vinte minutos de treino, o Eduardo os chamou, Gabriel e Kaique, para entrarem em campo e assistirem tudo de mais pertinho. Sentaram no banco de reserva e viram o treino de camarote. Gabito reclamou de frio e fome. A Cinthia, voluntária Make a Wish saiu pra procurar o pão de queijo que o Gabriel pediu e o técnico Gilson Kleina, num carinho só, cedeu seu blusão ao Gabito. E adivinha que arte que ele fez logo em seguida? E contou como segredo ao Kaique? "Soltei um pum na jaqueta dele! Kkkkk". E se pos a rir e esconder o rosto pras fotos. Terrível!
Passado isso chegou o ápice do nosso dia: 3 apitos foi o sinal para que o técnico anunciasse a chegada de dois novos jogadores ao time, Kaique e Gabriel. Nesta hora pude estar mais perto. Fotografei cada minuto. Tem uma foto do Kaique boquiaberto, olhando pro técnico lhe estendendo a camisa para entrar em campo. O Gabriel sismou que não queria ir, que não sabia jogar, e o time inteiro do Palmeiras veio convencê-lo a bater uma bolinha.
Lá foram eles. Os dois com a faixa de capitão no braço. Primeiro deixaram o Gabriel fazer um gol. E todos o jogaram pra cima numa grande festa. Podem imaginar?
Depois foi a vez de Kaique. Mas no primeiro passe "café com leite" pelo garoto viram que ele realmente jogava muito bem. Toda pinta e toda pose de um jogador profissional. Eu que estava do lado do Gilson, ouvi ele dizer "Ele joga!", espantado. E jogou mesmo. De verdade, sem moleza com os jogadores do seu time do coração. Até simular um penalti que estava no script dos jogadores foi difícil: Kaique sabia sair dos carrinhos. Mas teve uma hora que foi pra bater o penalti e gol! Goooooooool do Kaique! Todos em cima do nosso grande sonhador, em festa, comemorando. Foi único este momento. Quando no final do dia eu perguntei ao Kaique do que ele mais tinha gostado, ele respondeu que foi o fato do técnico ter dito que ele joga muito bem, pra que ele não desistisse de seus sonhos e seguisse a vida. O que passou, passou. Emocionante.
Eu me emocionei bastante quando todos os jogadores, juntaram-se num grande círculo e oraram junto com os meninos. Kaique e Gabriel estavam ao centro da roda. E todos agradeciam por aquele momento e rogavam por saúde. Foi lindo de ver! Não posso mensurar quanta energia positiva emanou por ali. Sensacional!
Ao término do jogo, foram levados à sala de imprensa onde puderam dizer o que acharam. Como numa coletiva. Fotos e mais fotos com os patrocinadores de fundo. A esta altura estavam os dois com suas lindas camisetas do Palmeiras, aquela azul. A do Gabriel fora confeccionada especialmente pra ele. Deu um trabalhão pro Eduardo que pegou uma camiseta M e a transformou para o tamanho do Gabriel, numa costureira que fez um trabalho perfeito. Tudo pensado com muito carinho. A equipe do Palmeiras realmente surpreendeu a nós todos! Foram muitas as boas surpresas e um dia que ficará para sempre na memória de todos nós.
Ao questionar se poderia pegar autógrafos dos jogadores ao fim do treino, Kaique recebeu a resposta do cinegrafista que sim, poderia. E prontamente Rafael foi buscar uma caneta "para pano". Um doce de pessoa. Voltou com mais duas camisetas, daquelas verde florescentes cor de "marca texto", para que pudessem pegar os autógrafos nela que era melhor. Mais um presente. E Rafa tentava negociar com Gabriel a troca de seu porquinho de pelúcia do Palmeiras por um periquito, símbolo do time. Até que o Gabriel cedeu as negociações. O que me pareceu muito estranho: a mãe contara que ele é um grude com o porquinho do Palmeiras. Que o brinquedo fora seu companheiro por todas as vezes que ia ao hospital. Pois não deu outra: quando o Rafael veio com o Periquito em mãos, ele pegou o presente e disse que não iria dar o porquinho em troca não, que ele tinha falado mas era 'blincadeilinha'. Hahaha. O Gabriel é cheio dessas: quando foi entrevistado em campo, perguntaram quantos anos ele tinha, ele respondeu 5. Perguntaram onde ele tinha nascido, ele respondeu Chile. Talvez inspirado no ídolo Valdívia. Lá veio o Eduardo correndo perguntar pra gente fora do campo: "Vocês não falaram que o menino era da Bolívia? Ele é do Chile!" E a mãe do Gabriel: "Não. Nós somos Bolivianos."
Enquanto isso todos ao redor de Gabriel gargalhavam, assim que o Eduardo saiu correndo preocupado com a possível informação errada, o Gabriel contou ao Kaique e aos demais que era 'blincadeila', que era 'uma pegada' (pegadinha). Quando voltou, todo mundo tirou sarro do Edu, que havia sido "passado pra trás" por um garoto de 5 anos.
Gabriel fez de tudo nesse Palmeiras. Incluindo andar de carrinho que apara a grama do campo e incluindo fazer xixi no gramado. Estava a beira de deixar a mãe maluca. Foi uma manhã muito divertida! O Kaique e ele se tornaram grandes amigos. E era assim que Gabito chamava todos ali: "meus amigos".
E conseguiram autógrafos de todos os jogadores ao final do treino. De todos! Até do treinador. Até de quem nem era "famoso" mas que era "amigo" , segundo Gabito.
Kaique tirou foto com seus preferidos, inclusive Valdívia, que não pôde participar do treino mas que apareceu ao final. Mágico!
Para o goleiro, Gabriel deixou a dica "Não mexe mais com faca", pensando que os esparadrapos que ele pusera no dedão eram curativos. Pérolas.
Todos vieram ver o grande dia. Inclusive o Presidente com seus filhos.
E no fim, pra encerrar com chaves de ouro, um kit completo do Palmeiras: uma sacola enorme mais uma mochila cheia! Tudo que você pode imaginar do Palmeiras: camisetas, roupas, chaveiros, lanterna... Pela lanterna, valia até uma piadinha de corintiana que sou. Mas não vou. Sinceramente, fiquei tão encantada com toda receptividade do Palmeiras que acho mesmo que estamos no caminho certo quando nos fazemos amar de forma mais Universal: se todos fôssemos um só país, uma só religião, vários times, que seja, mas uma só paixão: pelo esporte.
Foi assim que me senti ali, corintiana, apaixonada pela equipe do Palmeiras, achando absurda a idéia da Yessena que chorou ao dizer que achava que o sonho do filho nunca seria realizado porque ele não era brasileiro...

"Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too

Imagine all the people
Living life in peace

YOU MAY SAY, I'M A DREAMER
BUT I'M NOT THE ONLY ONE!..."

E assim se encerrou mais um dia que eu tive certeza, junto com Gabito, Kaique e amigos Make a Wish, que todo sonho é possível de se tornar realidade!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O perfume que fica quando damos flores...


São tantas as coisas que se passam pela minha cabeça e no meu coração que acho que vai ser difícil descrever. Como se tivessem soltando fogos dentro de mim. Como se tivesse toda colorida minha alma.
Começou no fim do ano passado a minha experiência Make a Wish. Trabalho voluntário com a missão de conseguir contatos com Celebridades Nacionais para a realização dos sonhos "Conhecer" de nossas crianças. A Make a Wish busca realizar sonhos de crianças de 3 a 18 anos portadoras de doenças graves, que põe suas vidas em risco. Nós acreditamos que realizar o sonho destas crianças é fazê-las acreditar que tudo é possível.
Eu me propus ao trabalho pois fizera uma promessa: uma das pessoas que mais amo e mais importantes da minha vida teve câncer e, naquele momento, eu também tinha um sonho, que era lhe dar o melhor tratamento possível. Não. Não um bom tratamento. Mas o melhor. O melhor de São Paulo, o melhor do Brasil. Toda minha família se envolveu nesta missão e muitos, muitos amigos me ajudaram como puderam. Graças a estes amigos, cheguei nas pessoas certas e tudo deu certo. Hoje temos um lindo final feliz para esta parte da história.
Mas outra começara.
Entrei para a Make a Wish. Para ajudar a realizar sonhos. Nada mais justo. Tivera o meu realizado. Inclusive com a cura ao fim do tratamento.
E em Janeiro começou o primeiro Projeto da minha vida na Make a Wish: Jose Arreola, 17 anos, garoto americano que vive em Iowa, EUA, apaixonado por futebol e que sonhava conhecer seu grande ídolo, o Ronaldinho Gaúcho.
Filho de mãe norte americana com pai mexicano, joga futebol com seu irmão e amigos. Os pais, abriram mão de ter em casa uma garagem e a transformaram em um "Estádio de Futebol", com grama sintética, traves de gol e tudo. Na parede, um poster gigante com o nome que deram à garagem, local de tantos momentos felizes, de tantos gols: Estadio del Leste, com a foto do Ronaldinho Gaúcho. Jose trouxe este pôster, pra pegar o autógrafo do R10. Além de uma camiseta do Atlético que planejava usar ao assistir o jogo de quarta-feira, do Galo contra o SPFC.
Foram mais de 4 meses desde a minha primeira tentativa de contato até o grande dia: a realização do sonho de Jose.
Muitos me ajudaram a chegar até o contato da pessoa certa: Assis. Ex jogador de futebol, atualmente empresário do Ronaldinho, seu irmão. Uma pessoa incrível, que desde o primeiro contato se sensibilizou com a nossa causa e se colocou à inteira disposição para a realização do sonho de Jose. Eu liguei muitas vezes. Foram muitas as dúvidas, foram muitos os pedidos de ajuda. O contato nem sempre era fácil, já que ele é uma pessoa que viaja muito e é muito ocupado. Mas deu certo. Nos últimos contatos, após a definição das datas dos jogos de oitavas de final, veio a certeza de que o Ronaldinho atenderia o Jose após o treino na terça e ainda, que a família toda poderia ver o jogo de quarta, no camarote de Assis. Priceless!
Vistos emitidos. Passagens compradas.
No dia 05 de Maio de 2013 chegaram no Brasil, em Belo Horizonte a linda família: o pai Jose Nicolas Arreola, a mãe tão simpática, professora, Julie, o irmão mais velho, 20 anos e que tanto cuida do Jose, o Marco Arreola, a irmã mais nova, 15 anos, a bela Maria e o tão esperado Jose Arreola. Que há mais de um ano e meio inscreveu seu sonho na Make a Wish Iowa.
Na terça, dia 07 pela manhã, eu também desembarcava em Belo Horizonte. Era o grande dia. O dia que eu seria fada madrinha. Eu também estava nervosa.
Uma coisa que já estou aprendendo neste mundo de celebridades e estrelas é que há muita informalidade. Eu não tinha nada, além da palavra do Assis, que tudo sairia conforme o planejado.
Às 14h pegamos dois táxis e fomos rumo à Cidade do Galo, uns 50 minutos afastado do centro de BH. Chegando lá esperamos por cerca de uma hora (a mais demorada de nossas vidas) e junto com todos da imprensa fomos convidados a adentrar o CT e assistir ao final do treino. Lá estava ele: de rabicó e faixinha da Nike, Ronaldinho Gaúcho. Sempre sorrindo e fazendo das tripas coração quando tocava a bola. Conversei com os amigos que fiz da Assessoria de Imprensa do Atlético. Para quem eu havia ligado muitas vezes também nestes últimos 4 meses. O Cássio, em especial, começou a me carregar pra lá e pra cá me apresentando para todos da mídia, e juntos contamos a história de Jose e o propósito da ONG muitas vezes. Da doença de Jose, nefropatia, eu não tinha tantas informações. Julie, a mãe, segurou o choro e se pôs a explicar a todos, em espanhol para facilitar. "O Jose tem uma doença rara e sem cura (neste momento ela pausou e chorou. E todos nós à sua volta, nos sensibilizamos). Os 2 rins dele vão parar de funcionar. Em Julho ele terá que passar por um transplante pois os tratamentos que ele faz atualmente não resolvem mais e causam grande dano ao seu sistema imunológico. Se ele encontrar um doador compatível vivo, jovem e saudável, o rim doado tem vida útil de aproximadamente 12 anos. Se for de alguém que já morreu, costuma durar 7 anos em média."
E a sensibilização de todos ali presentes fez estourar em todas as mídias de Minas Gerais o grande evento: Jose conhecendo Ronaldinho Gaúcho.
José virou a estrela!
Muitas entrevistas. Saiu nas rádios, jornais, websites e Televisão.
Ao terminar a coletiva pós treino, p Ronaldinho se aproximou, olho no olho de José, um abraço espetacular! Bate-papo em inglês, autógrafos, muitas muitas fotos e um peteleco na cabeça no final, que é um sinal que rola no mundo dos jogadores de futebol, quando os craques zoam os jogadores mais novos.
Jose dizia: "Eu não estou acreditando. Não sei nem o que dizer... Nunca esquecerei deste dia."
E assim eu e ele tivemos naquele dia a prova de que tudo é possível.
O Ronaldinho fez questão de passar por entre as câmeras para abraçar a mãe de Jose que chorava aos prantos emocionada, por de trás de toda cena. Mãe é mãe e Ronaldinho sabe disto.
Depois ele veio até mim. Dei um toque de mão "meio mano" sem palavras. Um grande abraço dizendo "muito obrigada mesmo, Ronaldinho. Sucesso, cara!"
E ele disse a mim (e à Make a Wish): "Conte sempre com a gente!"
Fomos embora e jantamos todos juntos no Boi na Chapa, próximo do Hotel. Como os rins de Jose são sensíveis, creio que seja melhor tomar sempre água. E todos da família tomaram água durante o jantar. Aquilo foi pra mim, muito marcante. Fez-me lembrar com muito carinho de toda a minha família. E concluir como é perfeito ter a união e o amor de uma família. Deus é maravilhoso!
Perguntei à Julie se eles tinham uma religião. São católicos.
E assim como eu sabem que, apesar de não entendermos e não aceitarmos certas coisas da vida, temos a certeza de que Deus sabe o que faz.
Julie contou que Jose todos os dias pergunta a Deus: "Porque Eu?"
E eu sei que a resposta seria: "Porque você nasceu especial."
Acabei de falar pela Internet com Marco, o irmão mais velho de Jose. Eles são muito unidos. Lindo de ver! Marco confirmou a ida ao estádio ontem quando o Atlético goleou o São Paulo por 4x1. Espetáculo lindo que assistiram do camarote do Assis. Tudo foi perfeito.
O Marcos disse que as pessoas paravam o Jose para tirar fotos juntos, pois tinham visto sua história no jornal, na rádio ou na TV.
"Foi, sem dúvidas, a melhor noite de sua vida. Obrigado." Foi o que disse Marco.
Nós é que agradecemos, família Arreola, por nos fazer lembrar de forma tão bonita o que realmente importa nesta vida.
:,)


domingo, 28 de abril de 2013

A dica para os preconceituosos

Eu já vi ateu dedicar sua vida às pessoas carentes e já fui roubada por evangélico.
Já vi gente branca que trabalha muito mal e negros fazendo algo inacreditavelmente perfeito.
Já vi homem em direção perigosa e mulher pilota profissional.
Já vi baiano que levantou cidade e paulista preguiçoso.
Já vi promisquidade entre heteros e respeito entre homossexuais.
Quer ter preconceito?
Então faça-se um favor: tenha preconceito do ser humano.
Isto te fará menos imbecil.


A gente sai pra doar, e só recebe...

Ontem fiquei encantada. Por conhecer gente encantadora.
Não sei se conseguirei expressar por aqui tudo que sinto e penso. É como de fosse um turbilhão de emoções e conclusões!
Sou voluntária da Make a Wish. Uma ONG cuja missão é realizar sonhos de crianças com doenças que colocam sua vida em risco, enriquecendo a experiência humana com esperança, força e alegria. E ontem foi a primeira vez que participei de uma das fases do Processo que tem como objetivo conhecer a criança que inscreveu seu sonho e decobrir ou confirmar qual é seu real desejo.
Ontem fomos conhecer o Vitor. Um guerreiro de 15 anos que aos 5 iniciou uma luta contra um câncer no cérebro. E hoje, aos 15, sonha em ter cabelo.
Sonha obstinadamente. Um sonho inegociável. Ele chegou a perder o cabelo todinho em épocas de quimio e radioterapia. Hoje, livre da doença, tem um cabelo lindo, exceto numa região que sofreu maior ataque de radiação e o cabelo cresce ralinho, igual de bebê. Por isso não larga o boné. Sente falta da costeleta do lado direito. Quando cheguei na casa dele e começamos a conversar, como eu estava sentada do lado esquerdo, nem parecia que ele precisava mesmo de um implante. Tudo perfeito olhando daquele lado. Depois ele me mostrou o que o incomodava. Fiquei lembrando dos meus 15 anos quando muita coisa me incomodava. Fase de grandes descobertas do corpo, das primeiras paixões, quem não quer estar bonito? Até tentamos convencê-lo que ser careca é legal. O Fabrício estava com a gente, sem nenhum fio de cabelo na cabeça toda. Mas por opção. Aí fica mais fácil, né... Ele não esmoreceu. Nada de perucas nem entrelaçamento. Ele quer implante. "Pra poder puxar."
Eu falei pra ele: "Você sabe que quando você aparecer todo bonitão de cabelo na sua escola eles vão arranjar outra coisa pra te encher o saco, né? A mulecada é terrível! Aliás, aposto que você também já tirou sarro de alguém na escola, não?!" E ele riu. E me deixou feliz quando discordou da vó que disse que ele queria cabelo por causa do bullying da escola. Ele disse: "Não. Eu quero porque eu quero. Ninguém pergunta nada na escola... Lá todo mundo pode usar boné."
O Vitor mora com os avós desde os 5. Na época, a mãe tinha mais dois além dele, e estava grávida. Quando se viram na situação de que teria que ir ao hospital todos os dias, decidiram que ela cuidaria dos 3 (que depois viraram 4. O Vitor tem hoje 4 irmãos) e que os avós cuidariam do Vitor. Por isso ele chama a vó Tiana de mãe.
A vó lembra que ele estava no prézinho. E só frequentou a escola por 6 dias neste ano. Pra iniciar todo tratamento e cirurgias. Hoje o Vitor já está no primeiro colegial. Mostrou pra gente o seu caderno de Filosofia, todo caprichoso, que falava de Descartes. Nitidamente alguém que nunca se colocou no papel de vítima de sua situação. Aos 15, um vencedor. Enquanto conheço uns quarentões que ainda não dão sentido em suas próprias vidas, coadjuvantes em suas estórias...
Uma lição.
A família toda unida! Quando chegamos estavam todos na casa da vó Tiana e do vô Valter. Um casal tão "vô" que nem eu resisti. Depois de uma horinha já os chamava de vó e vô também.
A receptividade foi sem igual. Café da tarde, suco, leite, vários tipos de biscoitinhos... Tão casa de vó!... Os 9 netos por de volta da mesa, que a vó pedia cuidado porque era frágil. E ela explicando que comprou aquela mais simples porque também queria armários. E que se comprasse uma mesa melhor não daria pra comprar os dois. E ela se auto entitulava : " a vó é organizadinha." E de fato era. A casa uma belezura. Estante reformada por ela e seu marido. A casa toda pintada. Por ela mesma. Que mesmo trabalhando numa casa de família, cuidando da dela, ainda arranja tempo pra pintar a casa, fazer necessaires usando pote de sorvete e puxador de armário velho, além de lindas paisagens em tela. Ela gosta de pintar paisagens! Uma mais linda que a outra. O vô ajuda. Em tudo, segundo ela. Uma parceria destas que deu mais que certo. Que exala união, fortaleza e companheirismo. Dá pra ver em uma única visita.
O Vitor tem uma irmã gêmea. Que quebrou a perna algumas vezes (algumas de verdade e outras de mentira) porque queria ir pro hospital com o irmão. Na época dos tratamentos. Eu sempre falo que esse negócio de sangue é forte...
O tio convenceu o Vitor a cortar o cabelo curto, porque ele deixou crescer de um lado pra jogar do outro. E o tio ensinou ele a assumir sua condição. Teve que ir embora descansar em meio à nossa visita pois é motorista de ônibus e trabalha de madrugada. Tem 4 filhos. O último de 3 meses e 9 kilos. Benza a Deus. Lindo demais! As primas o acordam para poderem o pegar no colo, tamanha fofura. A irmãzinha tem problema auditivo e usa aparelho, e lê lábios como ninguém. O menorzinho, com uns 3, chorou porque queria um pacote de bolacha fechado, só pra ele. E a vó já tinha aberto todos pra pôr na mesa. Fiquei lembrando quando eu era menina e ia pra praia com um monte de criança da família dos amigos Rosa e Willian e a hora mais feliz era a fila pra ganhar uma Trakinas de sobremesa. Deu saudade.
Depois a vó foi me mostrar todas as fotos do Vitor. Desde pequenininho. Tão lindo... Da quimio só uma outra, e ela sussurra no meu ouvido: " tem certas coisas que é melhor não lembrar"... Sábia. Tão sábia que fez um caderno, uma espécie de Diário de Bordo, com todas as informações dos tratamentos do Vitor. Onde ela escreveu cada exame, cada tratamento, cada código, cada remédio que ele tomou. Tudo com data. E ela explica: "Amanhã ou depois eu posso não estar mais aqui e ele precisar saber de tudo que aconteceu. E ele não vai se lembrar, porque era uma criança. Por isto que eu fiz."
Sábia.
Com seu carrinho simples aprendeu a chegar a qualquer hospital de São Paulo. Disse que nunca tinha saído de Carapicuíba até então, mas que aprendeu a dirigir pra todo canto porque o Vitor sofria indo de condução até as Clínicas. Realmente, a necessidade faz o homem. Ou numa versão menos poética, quando a água bate, todo mundo aprende a nadar.
Uma heroína.
A única vez que disse que se perdeu foi num lugar estranho que só tinha um canteiro e carro "vum... Vum... Pra lá e pra cá". Imagino que seja a Marginal. Era madrugada. Mas ela disse que nem precisou rezar, Nossa Senhora mandou um anjo: um rapaz parou e perguntou o que tinha acontecido e ela disse que precisava levar o neto com febre no hospital. E o rapaz, "novo como vocês", explicava ela, pediu pra ela segui-lo e a deixou na frente do Graac. E a vó termina: "não é muito comum aparecer anjo aqui, mas naquele dia que eu precisei, apareceu."
Nessa hora me lembrou minha mãe contando quando ela chegou com 3 filhos do Paraná, numa megalópole como São Paulo, tendo que aprender tudo sozinha: andar de ônibus e metrô, se esquivar das malandragens, pra lá e pra cá procurando casa e escola, levando a gente doente no hospital, enfim. Quando minha mãe conta estas coisas também fala de anjos. E não se dão conta que anjos são elas!...
Depois tive uma aula sobre horta. Sobre plantas. Ganhei um vasinho lindo com bolinhas laranjas que a gente não sabe ae é de comer ou de passar no cabelo. Ganhei pimenta de bode que o vô disse ser ruim, mas as vizinhas gostam. Ganhei também uma capa pro meu iPhone. Fiquei super constrangida. Disse que não queria mas as meninas disseram que seria uma disfeita. Então aceitei. E pus na hora no meu telefone. Não é o tipo da capinha que eur compraria jamais. Mas agora é. Agora é a capinha que eu vou usar todos os dias. Porque tem significado pra mim. Não olharei pra ela sem lembrar do Vitor, de toda sua luta e de toda sua linda família. Quanto amor. Quanta dedicação. Tempos difíceis que a Dona Tiana deixou de trabalhar como costureira para poder acompanhar o Vitor em seus tratamentos. Época que ela descreve que o Sr. Valter ganhava 50 Reais por dia e ela gastava os 50. Mas fase que eles superaram. Hoje o Vitor não toma mais nem um remédio. É um menino doce. Acho que sua experiência o fez um pouco mais maduro que a maioria dos meninos de sua idade (bendita geração y e sucessoras). Agradece a Deus sempre. Mostrou uma música que fizeram pra ele com o nome de todos da família. Me cortou o coração que não estava o nome do vô. Mas foi sem querer que esqueceu. Vô falou rindo: "esqueceu de mim". Me lembrou meu pai. O mesmo jeitão do Seu Tiãozinho.
Passei alguma horas bem acolhida na casa de uma família linda, que eu nem imaginava que existia dias atrás. E lá meio que senti que sentimentos do bem estão por toda parte: amor, união, esperança, perseverança, garra, solidariedade, carinho, dedicação, lealdade, etc etc etc...
Fiquei pensando que às vezes eu acho que preciso ir pra looooonge pra conhecer diferentes histórias, quando na verdade pessoas especiais estão por toda a parte.
Não ouvi por nenhuma vez ninguém reclamar de nada naquela casa. E só por isto já valeu pra minha vida tê-los conhecido.
Estive pensando... Sabe do que eu mais gosto nesta vida?
De ser GENTE.
:,)


sábado, 20 de abril de 2013

A arte de saber dizer e ouvir um NÃO

É saudável conversar, discutir, discordar... Ver que entre sua opinião e a do próximo pode existir um abismo e ainda assim ter que respeitar. É saudável para aprender a respeitar as diferenças, para aprender a dizer não e aprender a ser contrariado, criticado, ouvir que está errado. Viver em silêncio, não expôr sua opinião para não ter discussão é perigoso pois pode chegar um tempo que se acostume a não se indispor com nada nem ninguêm. E aî pode ser difícil saber a diferença entre você e um jabuti.
Acho que uma das coisas mais importantes na vida é saber dizer não. E mais ainda, saber ouvir um belo não.
"Dizer não concordo, não posso, não sei me ensina, não pensei por este lado, não quero isto pra minha vida..."
E saber reagir com classe aos "nãos" que a vida lhe disser. "Você não passou no teste, você não pode comprar isto neste mês.." Sabe LUTAR pelo sim que almeja na vida ao invés de tentar impôr guela a baixo ou desistir antes de tentar mudar.
Conheço muitas pessoas com dificuldades aos "nãos".
Acho que é importante demais ensinar aos nossos filhos que eles terão que dizer muitos deles ao longo da vida, sem medo.
E ouvir então, nem se fala.
Só assim para não formarmos uma geração de gente alienada, mimada e que sempre acha que está certa e ponto final, não se discute.
Agradeço todos os dias tantos nãos que tomei na vida. Eles talvez tenham me feito uma pessoa melhor tanto quanto pelos todos os "sims" que já vivenciei...
Estive pensando no quanto foi sempre tão importante discutir TANTO com meu irmão, por exemplo. O quanto abro minha mente em cada discussão com amigos numa mesa com cerveja. O quanto me torno a cada dia mais tolerante, assim como transparente e sincera pra dizer o que penso, no quanto consigo me colocar no lugar do outro e a julgar menos. Mas ainda falta MUITO para que eu seja a pessoa que eu gostaria de ser, dentro destas competências...
Segue o jogo!

domingo, 14 de abril de 2013

Minha Moral da História - Amistad

Dirigido por Steven Spielberg e com um dos meus atores preferidos Anthony Hopkins, me emocionei.
O tema escravidão me faz parar demais pra pensar no quanto o ser humano já evoluiu, e no quanto ainda temos a evoluir.
Minha moral pra esta história: Focar no Pensamento positivo: sempre haverá pessoas com um propósito maior na vida, como todos os abolicionistas que tivemos na história...
O bem vence sempre. Mais cedo ou mais tarde.
É pra isso que estamos TODOS aqui.


terça-feira, 9 de abril de 2013

Minha Moral da História - Argo

Adorei.
Apesar do velho roteiro "clichê" onde os americanos são heróis, a trama é envolvente do começo ao fim.
Mereceu Óscar realmente.

Minha Moral pra esta História: Política é algo complexo demais. O mundo como um tabuleiro de War não é nada divertido. Somos felizes por viver num país que não é tão intrometido e detestado politicamente como é, por exemplo, os EUA.

Minha Moral da História - Vai que dá certo

Elenco bacana. Roteiro zoadinho.
Foi bom o suficiente só pra dar pra terminar de ver.
Arranca uns sorrisos (se estiver num dia de bom humor).
Mas tudo vale a pena se a alma não é pequena...

Minha moral pra esta história: o Brasil é, infelizmente, "o mundo dos espertos" "porque malandro é malandro e Mané é Mané..."
Seria cômico se não fosse trágico.


Minha Moral da História - Jack, Caçador de Gigantes

Em 3D foi sensacional!
Com direito à pulo na cadeira e tudo.
Aventura nota 10.
Apesar do final clássico, deixa uma pulga atrás da orelha...

Minha Moral desta história: a gente nunca escolhe por quem se apaixona. Nenhum amor é impossível de ser vivenciado. Existem pessoas que passam por cima de tudo e todos pelo poder. E por fim, meu Deus!... E se existirem mesmo Gigantes e eles um dia voltarem pra Terra???!!!... Rs

quinta-feira, 28 de março de 2013

Minha Moral da História - G.I. Joe :: Retaliação

Filminho mole.
Emoçãozinha pequena por uma personagem feminina que tem como meta na vida mostrar que as mulheres são tão capazes quanto os homens. Só.
Muita forçação de barra com tecnologias impossíveis e bang-bang / tiroteio sem fim. Meio Duro de Matar + 007.
Minha Moral da História: No filme ou na vida real, SEMPRE vai existir um ser humano fazendo merdas homéricas em busca de mais poder E um americano que se julgue capaz de salvar o Universo (mais clichê impossível).

Minha Moral da História - Django Livre

Django Livre: um fime sensacional! Quentin Tarantino conseguiu ir muito além das cenas sanguinolentas e exaltar sentimentos nobres como a luta por um amor verdadeiro e eterno, lealdade, amizade, garra, raça... Três horas de pura emoção! E o pensamento no quanto nós seres humanos já fomos piores, mais cruéis, algumas décadas atrás. Escravidao!... Dá pra acreditar? Comprar pessoas para o sexo, ver um ser humano surrando o outro e achar que isto é esporte?... Ops. Talvez não tenhamos evoluído tanto...
Minha moral desta história:
1. É rebelando que se faz história, na maior parte das vezes. Não se submeta.
2. O maior vilão não é o inimigo. É o traidor da própria raça, do próprio princípio. O vilão não é o Diabo. Mas quem vende a alma a ele.
3. O amor é e sempre foi a maior fonte motivadora do ser humano.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Minha moral da história - Preciosa

Antes tarde do que mais tarde. Assisti ao filme Preciosa.
Sei que é só um filme, mas sei também que existem muitas "Preciosas" pelo mundo, na vida real.
Vale a pena assistir pois certas realidades são tão absurdas que não seríamos capazes de imaginá-las.
Nota 7. Pelas emoções afloradas, porém, muitos sentimentos tristes e ruins vieram à tona. Bom pra lembrar que somos "gente".
Minha moral da história: existem pessoas no mundo que simplesmente vão sofrer anos luz mais que você. Simplesmente não julgue. Somos incapazes de conhecer na totalidade, a història de cada um. Sempre que possível estenda a mão. Ser bom é o mínimo que devemos tentar ser com nosso semelhante. Se possível, com amor, mude a vida de alguém. E espelhe-se na fortaleza daqueles que conhece a história de superação. Todos nós somos capazes!

As "Genis" do mundo corporativo

Eu adoro músicas que contam histórias. E depois de Faroeste Caboclo, esta é minha preferida.
No mundo corporativo às vezes me lembro dela. E a canto em silêncio, dentro da cuca. Não vivemos num mundo tão democrático assim. Muita coisa não pode ser dita.
Mas afinal, quem nunca se sentiu "Geni" ou nunca viu alguém vivenciar este papel no mundo corporativo?
Que num dia se é tudo, e no outro, nada.
Quão cruéis somos capazes de ser quando adentramos os "Portais do Mundo Corporativo"? Como se fosse uma licença poética...

Geni e o Zepelin
(Chico Buarque)

"De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada.
O seu corpo é dos errantes,
Dos cegos, dos retirantes;
É de quem não tem mais nada.
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina,
Atrás do tanque, no mato.
É a rainha dos detentos,
Das loucas, dos lazarentos,
Dos moleques do internato.
E também vai amiúde
Co'os os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir.
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir:
"Joga pedra na Geni!
Joga pedra na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!"
Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante,
Um enorme zepelim.
Pairou sobre os edifícios,
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim.
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia,
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo: "Mudei de idéia!
Quando vi nesta cidade
Tanto horror e iniqüidade,
Resolvi tudo explodir,
Mas posso evitar o drama
Se aquela formosa dama
Esta noite me servir".
Essa dama era Geni!
Mas não pode ser Geni!
Ela é feita pra apanhar;
Ela é boa de cuspir;
Ela dá pra qualquer um;
Maldita Geni!
Mas de fato, logo ela,
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro.
O guerreiro tão vistoso,
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro.
Acontece que a donzela
(E isso era segredo dela),
Também tinha seus caprichos
E ao deitar com homem tão nobre,
Tão cheirando a brilho e a cobre,
Preferia amar com os bichos.
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão:
O prefeito de joelhos,
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão.
Vai com ele, vai Geni!
Vai com ele, vai Geni!
Você pode nos salvar!
Você vai nos redimir!
Você dá pra qualquer um!
Bendita Geni!
Foram tantos os pedidos,
Tão sinceros, tão sentidos,
Que ela dominou seu asco.
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco.
Ele fez tanta sujeira,
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado.
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir,
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir:
"Joga pedra na Geni!
Joga bosta na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!..."