domingo, 4 de agosto de 2013

Meu fã clube. Só que ao Contrário.

Nesta semana ficou muito claro pra mim que sempre existirão pessoas que te gostam e pessoas que te detestam exatamente pela mesma razão: quem você é.
Dois desafetos. Numa única semana que vieram à tona. Pessoas que me acham uma verdadeira idiota pelo que penso e fizeram questão de deixar isto bem claro de forma bastante mal educada. 
O mais engraçado foi a minha reação em meio a isto tudo: vontade de não fazer nada, silenciar. 
Eu sabia que um dia acabaria percebendo a diferença entre ter 20 e 30 anos.
Confesso que ainda balzaquiana me chateio. Mas não o suficiente para gastar 1 Joule discutindo. Afinal, não seria muita pretensão querer que TODAS as pessoas que nos conhecem gostem da gente? Eu já fui assim. Fazer de tudo para agradar. Mas chega um dia que ser autêntica passa a ser mais importante que ser aceita. É o fim da adolescência da alma. Acho que faz parte de todo o aprendizado: saber dizer e saber ouvir "nãos". E porque não aceitar que você é imperfeita o suficiente para ter desafetos? Óbvio que sim. Assim como por vezes temos grande dificuldade em ver o lado bom que TODO MUNDO tem. Às vezes o lado que você repugna em alguma pessoa é tão "negrito arial 50" que te cega quanto às suas qualidades. Já torcemos o nariz e na primeira oportunidade desabafamos numa roda de conversa porque não gosta de fulano ou ciclano. Acho que é um grande exercício tentar olhar por outro ângulo. Acho que faz parte de nossa luta nesta vida aprender a respeitar a diferença, saber onde é o seu limite, entender que você tem todo o direito de discordar, mas não faz sentido nenhum atacar quem simplesmente pensa diferente de você. Nas suas devidas proporções, atacar um colega com palavras só porque discorda dele, é tão repugnante quanto quebrar lâmpada na Av. Paulista em rosto de homossexual. Ah, a intolerância!...
Mas fiz a minha parte.
Fui eu mesma. 
Há tempos que decidi pagar o preço de ser livre: poder dizer tudo que penso e sinto.
"Não sou escrava de ninguém." Já dizia Renato Russo...
Vocação zero para ser "Fake". 
E sinto que neste "game da evolução", passei de fase: entender que sempre existirão pessoas que não gostam de mim. Aceitar, me conformar. E saber que nem por isso vale a pena ser refém da popularidade. É missão de vida pagar o preço de ser transparente e real.
O próximo passo é "cagar bolinha" quando acontecer, como diz uma amiga minha, case de sucesso de quem fala tudo que pensa, a Joice, que coincidentemente postou nesta semana:

"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender as suas demandas, satisfazê-los. Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro..."
(Dalai Lama)