A última parada seria no grande ápice da viagem ao Peru. E foi. Depois de um vôo de Lima para Cusco, chegamos no ponto alto das férias. Em todos os sentidos. Aqui em São Paulo ficamos em torno de 600 metros acima do nível do mar. Lá, chegamos a um ponto marcado com uma estaca que mostrava 2700 metros acima do nível do mar. Efeitos colaterais: qualquer caminhadinha de 300 metros parece uma prova Nike 10K! Graças a Deus tem uma tal de pílula Soroche que você toma a cada 8 horas para diminuir os efeitos da altitude. Mas não tem jeito. O clima é extremamente seco. Pra se ter uma idéia do tamanho do desespero, deixamos uma manteiga de cacau só pra enfirar dentro do nariz. No meio da noite eu acordava com dificuldades de respirar. E teve um dia que acordei porque meu digníssimo estava tendo um pesadelo local, em que ele estava sendo sacrificado como uma virgem da época dos incas. Achei que era terremoto. Mas era ele. (rs).
A cidade de Cusco é uma gracinha. O táxi é super baratinho, coisa de 3 ou 4 Reais do Hotel até o centro, onde íamos a noite passear e comer. Em volta da praça das Armas, vários restaurantes. Desde MC Donalds (que não fomos pois preferimos apreciar a comida local) até bares com música ao vivo da mais linda e típica música peruana.
Tem muito artista, pintor de quadros, pelas ruas, pelos boeiros, pelas calçadas, por todos os lados. Desafio um mamífero sair de lá sem comprar uma tela. São belas. Mas a compra acaba saindo por peso na consciência. São muitos não que temos que dizer pra estes caras. E eles "podiam estar roubando, podiam estar matando", mas não....
A comida é bacana. Em alguns dias comemos spaguethi. Em outros PF de frango a milanesa. Tem arroz. Só não feijão, então conseguimos nos sentir um pouco em casa. A comida mais tradicional é o Ceviche. Que são pedaços de peixe cru (também com frutos do mar se desejarem) muito bem temperados com n ervas e muito, muito limão. Esse tal caldinho que sobra depois que comemos o peixe, chama-se leite de tigre e há quem beba. Jesus! Não gostei. Pra variar tem o bendito coentro que é automaticamente barrado pelo firewall do meu estômago. Mas a comida é bacana.
No primeiro dia, visitamos as várias ruínas que há na própria cidade. Lugares construídos pelos incas e alguns pontos, destrupidos por terremotos, reconstrupidos pelos inca...pazes. É nítida a diferença. A construção dos paredões dos incas usam pedras de dezenas de toneladas, lado a lado, uma a uma, tão perfeitamente juntas e encaixadas, que parecem com rejunte. Vi coisas incríveis. Abaixo do chão que pisávamos, formas cônicas (que ninguém entende com que ferramental eles conseguiram tamanha precisão e perfeição) e entre uma "lança" e outra, milhares de pedrinhas redondinhas (também não se sabe como conseguiram) que absorvem todo o impacto dos terremotos, não deixando as construções desmoronarem. Angulação de 8º também garantem esta proteção.
Depois o grande dia de ir no Maior Parque Arqueológico do Peru: o sonhado Machu Picchu. Dizem que tem uma energia diferente, coisa e tals, eu não posso confirmar pois não senti nada diferente do ponto de vista espiritual. O que senti, foi sim, uma admiração enorme por algo que não esperava ver. Meu rosto deve ter entrado lá com uma imensa feição de ponto de exclamação. Depois, substituído por um ponto de interrogação. Como fizeram aquilo?
Indescritível.
Só vendo as fotos.
O caminho de 3h de trem nos remete a uma sensação bacana de novela das seis, com paisagens do Windows, inesquecíveis.
Chegando lá, impossível sair sem acreditar que Extraterrestres existem e mais: ajudaram os incas a construírem Machu Picchu.
Conheci uma das 7 maravilhas modernas do mundo.
E já dizia o Rappa: "Valeu a pena, ê.. ê..."
Fotos no álbum Machu Picchu em
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