quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Macumba Liberada

Hoje resolvi escrever minha opinião sobre a nova lei que o Rio Grande do Sul aprovou permitindo que o sacrifício de animais em rituais religiosos de origem africana passa a ser permitida.
Nada mais justo que eu poder expressar o que penso no meu próprio blog já que, expressando como comentário de alguns posts de pessoas do Facebook, quase fui banida da rede social.
Pelo menos aqui só vem ler quem quer saber e, discordando ou não, toda opinião deve ser respeitada.

E é justamente por acreditar que toda "outra forma de pensar" deve ser respeitada, que eu concordo com a lei que permite o sacrifício dos animais.
Na minha opinião, se determinadas religiões acreditam que oferecendo os tais animais a seus deuses é uma forma de prece ou de agradecimento, eles têm este direito de fazê-lo.
Assim como, por exemplo, alguns evangélicos insistem em encher o saco dos santinhos dos católicos, desrespeitando sua crença e seus costumes.
Poxa, se os caras fossem que nem os incas, que davam a seus deuses em forma de sacrifício virgens e crianças, aí sim, valeria a polêmica, vamos tentar convencer os caras a mudarem seus rituais, coisa e tals.
Mas na minha opinião, a menos que os manifestantes contra a lei sejam vegetarianos, ninguém tem moral pra achar errado ou injusto matar os bichos em nome da fé.
O que faz alguém pensar que sua causa de se alimentar de animais é mais certa ou mais nobre que a causa do sacrifício do animal pela fé???
Porque nós podemos passar o fim de semana todo queimando uma carne e nos divertindo num churrasco e os caras não podem colocar uma galinha em forma de oferenda?
Na boa, foda-se a lei!
Nunca morei no RS e sempre vi macumba. O ritual acontece anyway.
Deixa os caras, meu!
É gota d'água no Oceano....
Os defensores dos bichinhos deveriam abraçar uma causa maior, que mataria menos animais: vai convencer o povo a virar vegetariano!!!
Sabiam que vários outros alimentos tem as proteínas e outros elementos que encontramos na carne? Que só comemos carne porque QUEREMOS? Não precisamos disto pra viver...

Sendo assim, como não abro mão de uma boa a suculenta picanha, não serei hipócrita de ir contra esta lei.

O presente projeto se baseou em texto da constituição que garante o livre exercício de cultos religiosos, a inviolabilidade da liberdade de crença e a proteção aos locais de liturgia e sendo assim o decreto definiu a inserção de parágrafo no Código com a seguinte redação:

"Para o exercício de cultos religiosos cuja liturgia provém de religiões de matriz africana, somente poderão ser utilizados animais destinados à alimentação humana, sem a utilização de recursos de crueldade para sua morte"

"Fica proibida a utilização de espécies ameaçadas de extinção e animais silvestres ."

Fiquem tranquilos, galera dos bichos, que eu consultei meus amigos macumbeiros e eles não usam poodles cor de rosa como oferendas, tão pouco gatos ciameses.
A idéia que eles têm é que matando um bicho que lhes serviriam de alimento (e muitas vezes eles comem a carne depois) eles podem mandar seus pedidos ao seu deus e se revigorarem com a energia do sangue derramado. Só isso.

E essa polêmica toda me fez lembrar um ensinamento budista que era mais ou menos assim:

" A mãe desesperada com o filho diabético que não podia ingerir açúcar o levou até Buda e pediu que ele convencesse a criança de que o açúcar era veneno. O Buda pediu que a mãe pegasse seu filho, fosse pra casa e só voltasse depois de alguns meses. Quando a mãe retornou, ela perguntou ao Buda o porquê da espera e ele disse: "Antes de convencer qualquer um de uma verdade, eu preciso que minhas ações confirmem minhas palavras. Eu tive que parar de comer açúcar antes de falar com seu filho..."

Simples assim.
Se não for vegetariano, deixe os macumbeiros em paz.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Qual será minha missão?

Viver na inércia do cotidiano? Sugado pelos afazeres da rotina? Focada no salário do fim do mês, na possível promoção, na busca pela certificação ou virar hippie, fugir pra praia, ser voluntária da Cruz Vermelha ou missionária da evangelização de esquimós?

Óh, dúvida cruel....

Azar mesmo tem a tartaruga, que não tem outra opção que não seja comer pouco, senão não cabe dentro do casco....

O excesso de opções é que nem TV paga ou praça de alimentação de shopping. Tem tanta coisa boa que a gente acaba dando voltas e mais voltas e sem saber o que escolher.

Melhor assim.

Estive pensando que talvez nossa missão de vida seja simplesmente sermos felizes. Com o que temos e somos, com o que sonhamos ser e ter, respeitando nossas crenças e princípios. Será que é isto?
Ser feliz.
Simples assim?

Tem tanta gente que não consegue...
Não é missão fácil.
De fato recompensador.
Acho que vou por esta linha...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O que é o Facebook? (Pelo menos pra mim)...

Vem novidades aí no Facebook. A principal mudança é que haverá uma espécie de linha do tempo onde poderemos organizar de forma cronológica nossos posts, fotos.


Aquela caixa de fotos antigas ganha um formato virtual. Pra quem tem rinite é uma beleza! Pra ver como era gordinho com 8 anos bastará um click.

Achei o máximo!

Além do que, as idéias não mais se perderão ao longo do tempo.

Conseguiria ver, por exemplo, que na primeira campanha do Lula votei nele e na segunda candidatura, preferi a Eloísa Helena.

Agora vai estar lá.

Nosso progresso, nossa evolução, em todos os aspectos. De nossos pensamentos, de nossas opiniões, dos acontecimentos de nossas vidas....

“Nossa... nesse ano me formei em Engenharia! Nossa... nesse outro abandonei a Engenharia e fui pro Marketing...” Vai estar tudo lá!

E eu repito, acho isso o máximo.

Vai dar um certo trabalho pra quem troca muito de namorado e não gosta de tê-los registrados pós mortem. Rs. Afinal, ex bom é ex morto. Mas....



Será um prato cheio pra aquele monte de gente que critica dizendo que aquilo tudo é uma grande exposição de vidas.

Poxa, se não quer expor sua vida e não gosta de ver a vida dos outros, pergunta: O que você está fazendo com um perfil no Facebook? Apaga! Deleta!

O Facebook tem este intuito: COMPARTILHAMENTO.

Se você não curte COM-PAR-TI-LHAR, abre um documento novo no Word aí e faz seu diário offline, meu amigo!

E deixa quem gosta de compartilhar em paz.

Odeio isso! Gente que vai no Parque de Diversões e odeia a Montanha Russa, o Elevador, o Carrossel... Hoooo, gente. Vai pro Ibirapuera!

Eu acho o máximo pois, tendo chegado aos 30 anos de idade, cada dia mais sinto na pele a falta de tempo para fazer inúmeras coisas que gostaria, e uma delas, sem dúvidas, é estar próxima de meus amigos. O Facebook permite isto. Permite que eu veja que minha comadre do Rio de Janeiro está estafada de seu emprego e feliz da vida com um passeio. Mata parte da saudade do meu irmão, faz com que eu ganhe o dia cada vez que ele posta minhas sobrinhas em Brasília e que continuemos "brigando" em nossas discussões sobre os mais diversos temas. Permite que eu veja que minha amiga de infância que cabulava aula de catecismo, enfim se encontrou no espiritismo e se torna cada dia mais um espírito evoluído. Permite que eu saiba que aquele amigo que nunca consigo ver mas que eu adorava trabalhar junto, está solteiro, então posso chamar pro churrasco que vai vir minha amiga da MBA que também está solteira e olha!, tem tudo a ver com ele... formariam um belo casal!

Facebook PRA MIM é isto.

É eu poder mostrar que adorei minhas férias em Natal propagando boca a boca o turismo nacional e passar a ter o sonho de conhecer a África pelas fotos que vi de um amigo que pra lá foi e se encantou (e me encantou, quando falou das pessoas, quando postou o pôr do sol, etc).

O mundo está girando numa rotação maior, tem mais gente, tudo muda muito! Não dá mais tempo! Não dá mais tempo de encontrar todo mundo que a gente ama fisicamente na freqüência que gostaríamos. Óbvio que valorizo o encontro físico, corpo a corpo, mas to pra dizer que realmente me conforta esta convivência virtual com pessoas que amo e/ou admiro.

A tecnologia ajuda: você só adiciona quem você quer. Você publica algo e só quem você quer que veja é que vê.

Eu, por exemplo, não adiciono certas pessoas que trabalham comigo todos os dias pelo simples fato de que não quero que elas saibam nada do que penso ou do que vivo fora da minha baia. Simples assim.

Facebook é a novela das oito mais real. É o Big Brother com as pessoas que a gente mesmo escolhe. Pra mim faz muito mais sentido.

Faz mais sentido pois é muito mais relações humanas e menos futilidade que o que a Globo escolhe mostrar.

Óbvio que ninguém posta “to com raiva da minha sogra!”. “peidei” ou “meu chefe me enche o saco!”. Em geral a vida das pessoas parece muito mais feliz no Facebook. Mas e daí?

Será que não é a fantasia que precisamos para nos relacionarmos melhor? Podemos dividir as partes felizes com quem elegemos? Qual o problema disto?

Eu a-do-ro!

E parem de encher o saco de quem gosta.

Não quer brincar, não desce pro Playground!

Vai ver que sua vida ou sua opinião é chata demais para ser compartilhada....