terça-feira, 9 de setembro de 2008

PETIT...

Um dia eu acreditei que amar era servir. E de certa forma, que amar era sofrer. Por tantas e tantas vezes segurei as lágrimas e as angústias, achando que isto fazia parte do grande jogo do amor. Por quantas outras me senti só, acreditando que era uma consequência de amar o fato de termos que crescer, sofrer e assim, amadurecer, como se esta fosse a única forma de aprendermos algo: na dor. Eram momentos de solidão roubada, mas sem em troca ter verdadeiras companhias. Acreditei que as pessoas que mais me criticavam, eram aquelas que mais queriam meu bem, quando na verdade, quem realmente ama critica construtivamente nos momentos oportunos e na maioria das vezes, nos aceita e nos admira exatamente como somos.
Hoje, especialmente hoje, minhas crenças forçadamente mudaram.
Não foi preciso muito tempo nem muitas experiências ao lado de um amor de pessoa para entender que tudo que eu pensava estava errado. Amar não é nada daquilo.
Amar é sorrir. Amar é dividir. Amar é uma troca. Amar é derramar lágrimas de emoção e não de tristeza. É ser surpreendido e não ser decepcionado. É aliar-se e não competir.
É ver na dor do outro um bom motivo pra um chamego. A vida já é dura demais para que sejamos também com aqueles que amamos.
É ver na alegria do outro, a sua real alegria. Como se juntos, fossem apenas um, não só em carne, mas em alma.
Na verdade, o pôr do sol de hoje se faz por demais especial.
Pois por uma simples lembrança, consegui me lembrar da alegria de ser lembrada.
E como jamais senti antes, acho que enfim, compreendi o que é o amor. Talvez o passo que faltava para minha felicidade e para enfim, ser amada...


Um comentário:

Valéria Sasso disse...

... e muito! Você merece.
Adorei o texto.