Sim. Deveriam mudar a expressão “dor de cotovelo” para “dor de dedão cortado”. Mas sem sombras de dúvidas valeu muito a pena.
Depois de 40 minutos dentro de uma lancha entrando Pacífico adentro, chegamos à esperada Islas Ballestas. Apesar de não serem abençoados como nós brasileiros que têm sol o ano inteiro no Nordeste, posso reafirmar que Deus é Brasileiro naturalizado Peruano. Fui ao lugar mais lindo que meus olhos já viram!
Quando eu era pequena e assistia inúmeras vezes a filmes repetidos sem me dar conta de quanto tempo perdemos não experimentando novas possibilidades, coisa que aprendi um pouco mais tarde, assisti n vezes ao filme Lagoa Azul (e não venham me dizer que não fizeram o mesmo....). Então. Este lugar é tão impressionante quanto, apesar das características bem diferentes. Depois de tanto tempo mar adentro, o que nos dá a sensação de que não chegaremos a lugar algum, eis que aparece uma enorme ilha de pedras. Não. Ilha não é apenas um conjunto de terras rodeado de água por todos os lados. Pode ser também aquilo, tudo de pedra. Cores vivas. Água azul. Quando a onda batia no rochedo e baixava de nível num vai e vem sem fim, avistávamos lindas estrelas do mar, desta que só havia visto desenhadas por mim e meus lindos lápis da Faber Castel. Sim, numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo. Aquilo era mágico. Sem nenhuma explicação (ou para os mais céticos leia-se “devido à minha TPM”) senti Deus estando ali. Eram muitos os pássaros. Muitos mesmo!
O som era o cantar de todos eles.
As cores, vivas como de canetinhas novas.
O cheiro. Afff! Isso não vou poder mentir pra vocês. Cheiro de um galinheiro gigante! Por todo o rochedo da ilha, camadas espessas de mais de 10 cm de pura merda. O guia da nossa lancha, que falava várias línguas atendendo muito bem a demanda dos turistas (até japonês!), explicou que antes do adubo artificial ser dominante no mercado, o Peru chegpu a ser o primeiro exportador de adubo orgânico em todo o mundo. E este adubo é extraído de ilhas como esta, Islas Ballestas, de 2 em 2 anos, aproximadamente. Esta fonte de renda foi tão importante para o país que chegou a pagar metade da dívida externa do Peru na época.
Vi gaivota. Leão marinho. Pinguim. Coisas diferentes demais e que me emocionaram profundamente.
Descobri que isso é importante para mim. Sentir isto. Ir a lugares como este. Não sei exatamente a minha missão, mas descobri ali meu “combustível de vida”.
E de um simples passeio, podemos tirar algumas lições para a vida:
1º) Mesmo que algo pareça só “merda” pra você, analise. Pode ser a grande solução!
2º) Descubra seu combustível de vida. Se for, por exemplo, um mês de maravilhosas férias, você suportará os outros 11 que trabalha para conseguir isto. Quando se tem um porquê, enfrenta-se qualquer como.
3º) Deus existe. E mais do que acreditar Nele, é importante senti-Lo.
Compartilhei fotos no álbum Islas Ballestas em http://anapaulapgomes.spaces.live.com/
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