Nossa, como é difícil aceitar o que é diferente. Como é intrínseco do ser humano abrir as portas do coração para o que lhe é igual, parecido, semelhante e como tendemos a repugnar o que é diferente.
Tenho notado como basta uma característica em comum para formarmos nossos grupos, nossas turminhas, nossas panelas. As meninas do cabelo enrolado, as pessoas que fizeram Engenharia, quem trabalha na empresa X, homens contra mulheres, solteiras ou casadas, enfim... Sempre o que nos une é o que nos é igual. Sendo que, seria muito mais interessante e agregador se fosse exatamente o contrário. Claro que afinidades são importantes, mas como é enriquecedor estar ao lado de quem não tem naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaada a ver com a gente.
Eis um novo desafio que farei em minha vida: passar a aceitar melhor o que me é diferente. Pois admito que é uma de minhas fraquezas. No meu caso, não no que se refere a roupa, classe, cor, religião. Minhas turmas até que são beeeeeeeeeeeem ecléticas, beeeeeeeeeem mistas. Sempre fui amiga dos mais nerds e da galera do fundão. Acho que sei lidar bem com isto. A minha dificuldade é em pôr na minha tribo pessoas com pensamentos e opiniões diferentes. E isto me faz sofrer, faz com que eu me auto exclua de certos grupos. Por exemplo:não consigo ficar sentada em cima de uma cama avaliando os novos modelos que serão vendidos na Renner. Pois deveria.
Esta flexibilidade, esta mutação, esta amplitude de possibilidades de pensamentos e assuntos me faria menos amarga, confesso. Sobretudo porque não me conformo. Esqueçam mudanças radicais! Jamais me verão comentando o que aconteceu num Big Brother da vida. Pois uma mente que teve uma idéia nunca mais volta a ser do mesmo tamanho que era. Quero dizer que, por mais arrogante que possa parecer, quando evoluímos em pensamento, não voltamos atrás. Não é essa a questão. Não quero que a pauta de meus encontros seja chapinha, maquiagem e Big Brother; quero apenas me conformar com as pessoas que levam a sério este tipo de reunião. Isso me faria mais leve, mais suave, mais doce....Não preciso fazer com que a diferença se torne semelhança. O desafio é "deixar pra lá".
Porque meu grande defeito é realmente não me conformar. Não aceitar a diferença. Mas todos os dias é mais uma oportunidade de nos tornamos melhores.
Por que não nos ater no detalhe de que TODOS somos filhos de Deus e temos um mesmo sonho na vida (Ser feliz)?
Isto sim, faz de todos nós, algo muito parecido!
Pense nisso!
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