Impossível não blogar um Encontro da Engenharia em que estavam presentes 15
mulheres. Estou tranquila porque tinha medo do fracasso que poderia ser meu
chá de bebê ou minha despedida no Clube das Mulheres depois de 4 anos de
Eletrônica e 6 anos de Engenharia. Ha! Mas eu tenho quorum! E ontem,
especificamente, minha cabeça estava a mil rotações por segundo e como pude
pensar em tanta coisa. Como somos uma geração "evolução", fruto de mulheres
que queimaram seus sutiãs no passado reinvindicando por direitos iguais!
como temos direitos iguais!
Ontem, olhando todas minhas amigas, como eu as admirava: lindas,
Engenheiras (ou não), independentes, engraçadas, felizes... Outro dia sai
pra almoçar com um pessoal novo do trabalho, das mais diferentes áreas, e
me senti deslocadíssima. Falavam de cabelo, cor de esmalte e mal das
pessoas. Ontem carimbei o poder da atração: minha turma é realmente
especial; e só por isto me senti igualmente especial. Não falamos de
banalidades, embora nos divertamos a noite inteira com bobagens. Não
falamos de alisar cabelo e uma pessoa que rói todas as unhas é semelhante
àquelas que pintam as unhas todos os dias. Sabe porque? Porque somos irmãos
na essência, somos iguais, somos especiais. Hoje não é dia de falsa
modéstia, é dia de declarar amor a toda minha turma. Pessoas que nunca se
viram acabaram se conhecendo e se gostando (amiga da MBA com amiga do
trabalho) justamente por esta sinergia de "ser legal". Queria mesmo ter
inventado antes do Renato Russo: "O sistema é mau, mas minha turma é
legal... Viver é foda, morrer é difícil.... Vamos fazer um filme!"....
E somos competitivas. Todas! Sem exceção. E ir ao Ludus todo mês acaba nos
remetendo às mais diversas reflexões. E a cada mês, as mesmas pessoas se
comportam de forma diferente, ou porque evoluem ou porque são capazes de
serem assim: flexíveis. Somos capazes de ser o que quisermos! Somos o sexo
frágil que espera receber flores e que abram a porta pra gente e somos as
futuras líderes em nossas empresas e mães de família. Tem aquela que é a
mais loira de cabelo cuidado e que é a mesma que escala os mais altos picos
com um mochilão nas costas, compete com os limites da gravidade e com a
capacidade de seu corpo (Sara). Tem aquela que parece meiga demais, dá
mesmo pra pensar que é filhinha da mamãe mas que desde muito cedo, antes de
ir se encontrar com a gente pra estudar para as terríveis provas da FEI
tinha que limpar a casa, porque já morava sozinha, competindo com o tempo,
fazendo milagres e mostrando que quem tem im porquê enfrenta qualquer como
(Letícia). Tem aquela que poderia se encostar no sucesso da mãe, ganhar
roupa de marca todos os meses e morar num Loft no Morumbi, mas compete com
o mercado de trabalho, numa obstinação pelo sucesso, worlahholic,
imbatível, competente, falante, e vai jogar Perfil que nem criança minutos
depois de ter sido a mais madura numa entrevista pra uma nova vaga do
mercado (Tati Zanon). Tem aquelas que usam uma noite no Ludus como
laboratório da Terapia, buscando relaxar mais e competir menos, de tão
competitiva que são não podem nem ter vídeo-game que se não perde o
namorado, e ainda assim tentam me convencer de que não, não são
competitivas (hahaha! Numa reação de "deixa pra lá, vai" depois de terem
perdido a primeira competição) (Tati e Lullys). Tem aquela que precisa
beber um pouco mais de cerveja pra desconectar da pressão do trabalho, que
enfrenta inveja e olho gordo todo dia e que acabou de virar Gerente numa
das maiores empresas do Brasil, por ser vitoriosa na competição sadia pelo
sucesso (Poli). E assim poderia eu passar o resto do dia descrevendo minha
tribo, que ouviu Xuxa demais quando era criança: "Tem que ser campeão, com
força no coração!"
Ahhhh!
Quer saber?
É muito bom sermos competitivas. De um jeito ou de outro, nós sempre
ganhamos!
"O importante é ganhar. Tudo e sempre. Essa história de que o importante é
competir não passa de pura demagogia".
(Ayrton Senna)
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