Hoje resolvi escrever minha opinião sobre a nova lei que o Rio Grande do Sul aprovou permitindo que o sacrifício de animais em rituais religiosos de origem africana passa a ser permitida.
Nada mais justo que eu poder expressar o que penso no meu próprio blog já que, expressando como comentário de alguns posts de pessoas do Facebook, quase fui banida da rede social.
Pelo menos aqui só vem ler quem quer saber e, discordando ou não, toda opinião deve ser respeitada.
E é justamente por acreditar que toda "outra forma de pensar" deve ser respeitada, que eu concordo com a lei que permite o sacrifício dos animais.
Na minha opinião, se determinadas religiões acreditam que oferecendo os tais animais a seus deuses é uma forma de prece ou de agradecimento, eles têm este direito de fazê-lo.
Assim como, por exemplo, alguns evangélicos insistem em encher o saco dos santinhos dos católicos, desrespeitando sua crença e seus costumes.
Poxa, se os caras fossem que nem os incas, que davam a seus deuses em forma de sacrifício virgens e crianças, aí sim, valeria a polêmica, vamos tentar convencer os caras a mudarem seus rituais, coisa e tals.
Mas na minha opinião, a menos que os manifestantes contra a lei sejam vegetarianos, ninguém tem moral pra achar errado ou injusto matar os bichos em nome da fé.
O que faz alguém pensar que sua causa de se alimentar de animais é mais certa ou mais nobre que a causa do sacrifício do animal pela fé???
Porque nós podemos passar o fim de semana todo queimando uma carne e nos divertindo num churrasco e os caras não podem colocar uma galinha em forma de oferenda?
Na boa, foda-se a lei!
Nunca morei no RS e sempre vi macumba. O ritual acontece anyway.
Deixa os caras, meu!
É gota d'água no Oceano....
Os defensores dos bichinhos deveriam abraçar uma causa maior, que mataria menos animais: vai convencer o povo a virar vegetariano!!!
Sabiam que vários outros alimentos tem as proteínas e outros elementos que encontramos na carne? Que só comemos carne porque QUEREMOS? Não precisamos disto pra viver...
Sendo assim, como não abro mão de uma boa a suculenta picanha, não serei hipócrita de ir contra esta lei.
O presente projeto se baseou em texto da constituição que garante o livre exercício de cultos religiosos, a inviolabilidade da liberdade de crença e a proteção aos locais de liturgia e sendo assim o decreto definiu a inserção de parágrafo no Código com a seguinte redação:
"Para o exercício de cultos religiosos cuja liturgia provém de religiões de matriz africana, somente poderão ser utilizados animais destinados à alimentação humana, sem a utilização de recursos de crueldade para sua morte"
"Fica proibida a utilização de espécies ameaçadas de extinção e animais silvestres ."
Fiquem tranquilos, galera dos bichos, que eu consultei meus amigos macumbeiros e eles não usam poodles cor de rosa como oferendas, tão pouco gatos ciameses.
A idéia que eles têm é que matando um bicho que lhes serviriam de alimento (e muitas vezes eles comem a carne depois) eles podem mandar seus pedidos ao seu deus e se revigorarem com a energia do sangue derramado. Só isso.
E essa polêmica toda me fez lembrar um ensinamento budista que era mais ou menos assim:
" A mãe desesperada com o filho diabético que não podia ingerir açúcar o levou até Buda e pediu que ele convencesse a criança de que o açúcar era veneno. O Buda pediu que a mãe pegasse seu filho, fosse pra casa e só voltasse depois de alguns meses. Quando a mãe retornou, ela perguntou ao Buda o porquê da espera e ele disse: "Antes de convencer qualquer um de uma verdade, eu preciso que minhas ações confirmem minhas palavras. Eu tive que parar de comer açúcar antes de falar com seu filho..."
Simples assim.
Se não for vegetariano, deixe os macumbeiros em paz.
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