quinta-feira, 13 de novembro de 2008

DOIS MESES


É possível curar uma vida em dois meses
Em 09 semanas já se faz possível amar outrém de corpo, de alma. É possível sentir a dor com a sua dor. É possível sentir pulsar seu coração e dormir minutos depois só para se alegrar ao ouvir a respiração. Sentir a pele. Gravar o cheiro. Aquecer-se em calor.
Em 60 dias é possível fazer com que os sonhos se recomponham. É possível voltar a acreditar que o amor prevalece, tudo espera, tudo suporta. Fechar os olhos e imaginar um altar, lindas flores e os sorrisos mais realizados de toda a história.
Em 1440 horas, pódemos conhecer mais de alguém que de nós mesmos, pois o tempo não dita a confiança, não dita a verdade. Quem o faz é pura e simplesmente a alma daquele que se ama.
Em 86.400 minutos muitas saudades já se sentiu, enquanto tantos outros nem se quer se dão por falta neste tempo, o passar de alguns minutos é suficiente para fechar a garganta, cerrar os olhos que se põem em lembrança com uma vontade indescritível de estar nos braços de quem se ama. E é inexplicável tamanho amor que faça sentir saudade até mesmo do lado dele, pelo simples fato de saber que chegará a hora de partir...
Em 5.184.000 segundos é possível já sentir-se a mulher mais realizada do Planeta. Que tem dentro do peito o amor mais forte e sincero já sentido e na vida, a recíproca deste amor. E todos estes segundos não representam em número nada parecido com os beijos que se deram, os abraços que tiveram, os suspiros, os sorrisos, as lembranças, os silêncios, os olhares, os tantos mais.
Em dois meses fui capaz de enxugar dentro do peito todas as lágrimas até então existentes, como num campo alagado que se faz seco por tanto calor que se possa sentir com um único amor.
Sinto que estes dois meses tenham sido após 27 anos de vida. Porém, mais que o primeiro, posso dizer que este amor ora sentido é o último, impetuosos e único.
É possível curar uma vida em dois meses. E neste tão pouco tempo, desejar que se ame assim por todo o resto de uma existência!


(Com amor, ao meu Petit...)


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