quarta-feira, 19 de novembro de 2008

MAIS FORA DO QUE DENTRO...

Vamos lá! Quem nunca deu um fora? Aliás, quem nunca deu AQUELE fora? Eu sou mestre em fazer isso... Vocês não são capazes de imaginar o quanto eu já fui beliscada desde criança por ter aberto a boca na hora errada, e pra dizer a coisa errada... Risos! Atualmente, o posto de "corretor automático de foras" passou da minha mãe para o meu namorado... Mas hoje vou contar um fato inusitado, que hoje acho engraçado, mas no dia me fez ficar daquele jeito que quem me conhece já deve ter presenciado: ROXA de vergonha!
Primeiro dia de aula... Não, não! Primeira aula no meu curso técnico de eletrônica. Escola Técnica Federal de São Paulo. O cenário? Uns 45 meninos e 2 meninas, eu e a Juliana. A aula? ORO. Só quem fez Federal sabe o quão inútil é esta disciplina, mas serviu-me ao menos para ter boas estórias para contar. ORO = Orientação Ocupacional. Não me pergunte pra que serve, pois até hoje não descobri...A professora pede, já que é o primeiro contato de todos, que cada um da sala se levante, vá lá na frente e se apresente, e pra ter "papo", cada um conta a história do seu nome. Bom, já devem imaginar o que ouve uma menina entre 50 marmanjos sempre que tem algo ruim pra fazer, né? "PRIMEIRO AS DAMAS". E lá fui eu, abrindo com chaves de ouro e contando a origem de meu nome:
-"Meu nome é Ana Paula. Graças a Deus. Na verdade era para ser Lucília. Pelo amor de Deus... Lucília é o ó do borogodó... mas meu pai queria que fosse, porque é a junção do nome das minhas avós. É. Minha avó materna chama-se Luzia, a paterna, Ercília e eu, que não tenho culpa de nada, ia pagar o pato chamando Lucília. Mas aí, meus irmãos e primos não gostaram, e aliás, quem gostaria? (E dava ênfase à negação a este nome) e decidiram tirar no palitinho. Então meu irmão ganhou e escolheu Ana Paula. Por isso, porque meu irmão ganhou no palitinho...
E fui para o meu lugar. Não me lembro mais da apresentação de nenhum dos meus amigos, mesmo porque nestes momentos, a gente fica tão encabulado, tão preocupado com o que vai falar que nem presta atenção no que os outros estão falando. Que nem fazer a primeira leitura na missa... Quem lê não entende nada do conteúdo, só fica rezando para conseguir falar todas os "Deutoronômios, Nabucodonosores e Tessalonicenses" que aparecerem. Mas o fato é que os 45 caras se apresentaram e contaram a historinha de seus respectivos nomes.
Ao término, foi a professora à frente:
-"Bom pessoal, será um prazer trabalhar com vocês, meu nome é LUCÍLIA...."
....E olhando pra mim, já margenta neste momento, deu aquele ar sarcástico... Ainda bem que ela não era professora de Microprocessadores... porque não houve Control+Z que desfizesse a ¨$#%¨@ que falei...

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