Vamos lá! Quem nunca deu um fora? Aliás, quem nunca deu AQUELE fora? Eu sou mestre em fazer isso... Vocês não são capazes de imaginar o quanto eu já fui beliscada desde criança por ter aberto a boca na hora errada, e pra dizer a coisa errada... Risos! Atualmente, o posto de "corretor automático de foras" passou da minha mãe para o meu namorado... Mas hoje vou contar um fato inusitado, que hoje acho engraçado, mas no dia me fez ficar daquele jeito que quem me conhece já deve ter presenciado: ROXA de vergonha!
Primeiro dia de aula... Não, não! Primeira aula no meu curso técnico de eletrônica. Escola Técnica Federal de São Paulo. O cenário? Uns 45 meninos e 2 meninas, eu e a Juliana. A aula? ORO. Só quem fez Federal sabe o quão inútil é esta disciplina, mas serviu-me ao menos para ter boas estórias para contar. ORO = Orientação Ocupacional. Não me pergunte pra que serve, pois até hoje não descobri...A professora pede, já que é o primeiro contato de todos, que cada um da sala se levante, vá lá na frente e se apresente, e pra ter "papo", cada um conta a história do seu nome. Bom, já devem imaginar o que ouve uma menina entre 50 marmanjos sempre que tem algo ruim pra fazer, né? "PRIMEIRO AS DAMAS". E lá fui eu, abrindo com chaves de ouro e contando a origem de meu nome:
-"Meu nome é Ana Paula. Graças a Deus. Na verdade era para ser Lucília. Pelo amor de Deus... Lucília é o ó do borogodó... mas meu pai queria que fosse, porque é a junção do nome das minhas avós. É. Minha avó materna chama-se Luzia, a paterna, Ercília e eu, que não tenho culpa de nada, ia pagar o pato chamando Lucília. Mas aí, meus irmãos e primos não gostaram, e aliás, quem gostaria? (E dava ênfase à negação a este nome) e decidiram tirar no palitinho. Então meu irmão ganhou e escolheu Ana Paula. Por isso, porque meu irmão ganhou no palitinho...
E fui para o meu lugar. Não me lembro mais da apresentação de nenhum dos meus amigos, mesmo porque nestes momentos, a gente fica tão encabulado, tão preocupado com o que vai falar que nem presta atenção no que os outros estão falando. Que nem fazer a primeira leitura na missa... Quem lê não entende nada do conteúdo, só fica rezando para conseguir falar todas os "Deutoronômios, Nabucodonosores e Tessalonicenses" que aparecerem. Mas o fato é que os 45 caras se apresentaram e contaram a historinha de seus respectivos nomes.
Ao término, foi a professora à frente:
-"Bom pessoal, será um prazer trabalhar com vocês, meu nome é LUCÍLIA...."
....E olhando pra mim, já margenta neste momento, deu aquele ar sarcástico... Ainda bem que ela não era professora de Microprocessadores... porque não houve Control+Z que desfizesse a ¨$#%¨@ que falei...
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