quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ninguém é feliz todos os dias

Hoje um amigo do trabalho me disse algo que me fez refletir. Ele disse: "Você posta sempre coisas tão felizes no Facebook que eu penso - Nossa! Eu queria estar estar no corpo dessa menina!"
Fez-me lembrar de algum artigo que li outro dia falando da necessidade que a sociedade tem de mostrar constante sucesso e felicidade. E como essa busca desenfreada pode ser prejudicial ao ser humano. Na verdade o que o Anderson falou me fez pensar se eu de repente estaria soando falsa, superficial, "fake", coisas que nunca fui e nunca quis ser na vida. Justamente por só mostrar o lado mais verde da grama do meu jardim que, igualmente ao dos outros, tem seus formigueiros e ervas daninhas...
Como sempre fui extremamente sincera e intensa, ao contrário desta idéia de "fake feliz" que corro o risco de parecer, quero declarar aqui publicamente que não tenho uma vida perfeita. E realmente acredito que ninguém é feliz todos os dias. Ou melhor, a gente tem, como descreve a minha irmã de alma Luciana, picos de felicidade ao longo dos nossos dias. Mas ninguém é feliz o tempo todo. (Ou pelo menos sóbrio não).
Então assim, eu estou profundamente infeliz com meu corpo (todos os dias nos últimos anos), eu tenho TPM e brigo com o Léo porque ele não demonstra admiração por mim (ele nem lê meu blog! - Léo, se você etá lendo este blog agora mande um sms dizendo 'eu leio, trouxa' - hahaha. Que nem os adendos que eu escrevia no meio das páginas e páginas dos trabalhos de história e minhas professoras nunca me ligaram!), sim sobram dias no meu salário, sim ru faço terapia porque sou uma eterna insatisfeita, sim eu me sinto uma looser por ter estudado tanto e trabalhado tanto na vida e ainda não ter conquistado coisas que acho que já deveria, sim eu penso constantemente que eu poderia ser mais útil a humanidade, sim eu não tenho força de vontade como todos tanto falam porque se não já teria perdido 20kg, amo minha casa mas tenho agonia das horas de trânsito que tenho que pegar diariamente porque moro lá, enfim, eu poderia postar zilhares de coisas não tão bacanas como "peidei" ou "entro em depressão quando tenho que comprar calças."
Mas não faço.
Porque não?
Eu tendo a não me importar tanto com esteriótipos de sucesso. Oras, porque não postar as bad things também?
Lembrei do filme 'Deus é brasileiro' em que o Antônio Fagundes, no personagem de Deus diz: "Que mania que vocês humanos tem de querer ser feliz o tempo todo!!!! Saco!"
E pensei que talvez seja realmente uma vontade de Deus que tenhamos nossos altos e baixos, numa senóide sem fim. São nos momentos de menor amplitude que olhamos pro lado, somos sensíveis a certas situações do próximo, eu por exemplo só consigo fazer poema quando estou triste ou com saudade, enfim, acho que a dor é que nos faz mais humanos, já dizia o Budismo.
"... Rir é bom, mas que rir de tudo é desespero!..."
Mas, como a dor é inevitável mas o sofrimento é opcional, acredito que deveríamos criar uma grande onda otimista. E por acreditar nisto, no poder da atração e tals é que tento (eu disse tento) ver o lado bom das coisas. E também tento (eu disse tento) poupar as pessoas dos meus problemas, que existem por pura incompetência do meu ser. Eu costumo ser rigorosa com os outros, e mais ainda comigo. "Ao invés de postar que está gorda, vai caminhar 1hora que problemas de estimação é coisa de gente looser? E ninguém merece você reclamando?"
É assim que eu penso na maioria das vezes que tenho um cenário não tão feliz.
É isso.
Mas sou igual a todo ser humano, que começa a feder depois de simples 24 horas sem um banho.
; )


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