Chegamos no Aeroporto de Roma, que deve ser porta de entrada pra muitos países da Europa: maior zorra! Tumulto, muita gente do mundo todo, ninguém faz fila, um passando na frente do outro, enfim: o Velho Mundo pode ser primeiro mundo mas não se parece com o primeiro mundo EUA, por exemplo, onde tudo funciona perfeitamente. Mas o fato de estarmos num lugar com pouca violência, poder transitar com minha câmera profissional na rua, já é um fruto a se colher do primeiro mundo. Delicioso fruto! Dizem que a violência aqui é tão pequena que nem as caixas d'água têm ladrão, rs. Mas que é uma bagunça é: furam mais fila que brasileiro, quando conseguem formar fila. À primeira vista deu uma impressão de que a Itália é o "Rio de Janeiro" da Europa: gente despojada, culturalmente mais "malandra", bonita e bronzeada. Tem quem ame, tem quem odeie e segue o jogo!
Os italianos são de fato, charmosos. Piscadela do piloto no avião à todas as mulheres mostram esse jeito italiano que vemos nos filmes, galanteador, conquistador. As mulheres são igualmente belas: afinal Boticário delas é Versace, né, benne? Mas andam com os cabelos esmarfanhados, parecendo a "Mendigata" do Pânico.
Fomos esquecidos pela agência que deveria ter nos proporcionado o translado aeroporto - hotel. Sem problemas: pegamos táxi e seremos reembolsados. O duro foi participar das gravações do filme Velocidade Máxima 6 com o tal taxista nas auto pistas: mais de 140 km/h , sem seta, brigou com uns 10 nos caminho entre fechadas e freiadas em cima. Não gostei. Eu cogitei mentir que estava grávida pra ver se ele pegava mais leve, mas tive medo de distrai-lo e morrermos. Sem trânsito nenhum pelos 40km percorridos. Estradas boníssimas. E pelo visto os radares de velocitá não funcionam. Nosso anjo da guarda bateu 100% de CPU. Dio mio!
Chegamos no Hotel Una Escandinava, tudo bem bonito e antigo. Estilo clássico europeu. Fomos ao Supermercado pra economizar no almoço. Como diz meu amigo Laki, melhor comer um sanduba no almoço pra jantar, se não fica muito caro. Mas sem sofrimento nenhum, porque o presunto é parma e o queijo é brie. Ficamos encantados no supermercado! Passeamos também na feira mais famosa ce Milão: uma mistura da nossa feira normal de frutas e legumes (pastel não vai estar tendo - risos), somados a bugigangas da China e roupas tipo Bom Retiro, de qualidade e gosto duvidoso. A feira deve ser sinal da crise pois vendem até papel higiênico na rua, coisa que nunca eu tinha visto no Brasil. Não compramos nada na feira. Os feirantes parecem ser do mundo todo.
Descansamos e aproveitamos o Hotel, bastante confortável, e saímos em busca de um Pub com cervejas artesanais: dobramos a esquina e pronto! Lá estava: BQ. Eu bebi água com gás, deliciosa, e dei umas bicadas nas cervejas do Leo, que encantado ficou a noite toda. E comi um delicioso Hamburguer Gourmet, com gorgonzola e cebolas caramelizadas. Per-fei-to! Cozinha aberta pra gente ver todo o preparo, bar acolhedor e atendimento muito amistoso.
Nossa língua não é mais tão fraca, onde falávamos que éramos brasileiros, tinha alguém pra nos ajudar e ser gentil falando "obrigada" ou "boa tarde", seja no mercado, no hotel, ou no bar. Portugal aqui do lado ajuda, óbvio.
Saldo do dia do meu digníssimo marido na busca das cervejas perfeitas: Duvel Tripel Hop (que no Brasil custa R$25 e aqui, 2 Euros), as locais que são como Brahmas na Itália, se chama Tuborg, as artesanais: uma com nome de passarinho Cracatua (IPA), Sumer IPA (IPA mais fraquinha com frutas tropicais), Hopbloem 5,7* (amarga) e assim viveu feliz pra sempre!
Isto porque estamos na terra do vinho! Se formos pra Alemanha...medo!

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