terça-feira, 5 de agosto de 2008

MULHER BOMBA

Vi um documentário na Discovery e pensei em mim. No meu jeito de ser tão criticado nos últimos tempos, até mesmo por mim mesma.
Intensa. Radical. Chamem como quiser. O fato é que eu quero tudo ou quero nada. Eu me entrego de cabeça ou nem me viu. Eu xingo ou me declaro. Vou do 8 ao 80 em alguns segundos. Se estou triste, acho que vou morrer de tristeza. Se estou feliz, acho que sou a pessoa mais completa do Universo, se sou amiga é independente dos seus erros, se não te gosto, nem lembro que existe.
Será Bíblico? Apocalipse 3:15-16 "Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca." ???
Não é fácil ser assim. Gostaria mesmo de ter opiniões mais "mais ou menos" ou "não sei bem o que acho". E cheguei a pensar que tudo que tem características assim, de um extremo a outro, são distorções da natureza.
Mas não.
É Deus quem faz isso também. Sim. Sou filha de Deus como os flexíveis e os maconheiros! Portanto, chega de me culpar por ser radical. Chega de me criticar por ser intensa. Eu acredito que somos capazes de mudar TUDO, absolutamente tudo que queremos dentro de nós mesmos (e apenas dentro de NÓS. Mudar o outro, esquece...). Porém, para que isso aconteça, é preciso que você se convença que a mudança é de fato necessária. Necessária pra que? Pra ser feliz, oras! E eu, definitivamente confesso: não me convenci desta mudança. Talvez um dia me convença. Mas ainda não.
Sou mesmo um "Cazaquistão" da vida. Que de dia chega a 40º C e de noite, 40 abaixo de zero. E sei das consequências de ser assim. O lugar é quase inabitável. Mas não deixa de ser "possível".
Pois neste lugar, que tem a temperatura oscilando de +40 a -40 em um mesmo dia, foi construída uma das Obras mais bacanas que já vi: a Pirâmide da Paz. A grande dificuldade? É que a matéria expande com o calor excessivo e comprime com o frio que é demais. Pra desabar, é um, dois. Mas o grande criador da obra não se ateve às dificuldades e sim no espetáculo de superá-las. E fez em Astana a grande pirâmide.
Quem sabe eu não encontro em minha vida tantos Norman Foster´s quantos forem necessários para me aceitar do jeito que sou e mesmo assim ver beleza no extremo?.......
Afinal, na média, na média, nós extremistas somos "perfeitos". (risos).

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