O meu post de hoje foi inspirado pelo vídeo do desabrochar das flores.
Em plena crise dos trinta e há pouco mais de um ano para o fim do mundo (rs), decidi o que eu quero ser agora que cresci.
Quero ser feliz.
Feliz. Independente do que a vida me proporcionar, já que é uma caixinha de surpresas.
Por todos estes anos até o dia de hoje, fiz minha listinha de sonhos pro Ano Novo que eram super “de exatas”: quero entrar na Federal, quero me formar Engenheira, quero uma promoção no meu trabalho, quero morar sozinha, quero fazer a festa de aniversário dos meus sonhos, quero um emprego que me proporcione uma carreira, etc.
Neste ano farei diferente: Quero ser feliz.
Porque se eu colocar que quero o certificado de PMI, emagrecer 20 kg e estudar inglês, talvez seja tudo igual ao que era antes. E não que fosse ruim, mas sinto que pode ser melhor.
Ser feliz. Simples assim.
Quando alguém fala de mim e sem querer eu escuto, sempre é assim: “A Ana é super esforçada.” Não quero mais. Quero mudar. Quero ouvir: “A Ana é super feliz.”
As leituras do Budismo me remeteram também a este desafio, de ser feliz em qualquer condição. E quando vejo pessoas extremamente simples e simplistas felizes, penso no quanto posso estar sendo tola em meus desejos.
Quando eu vi o filme “The Secret”, que basicamente fala que temos o poder de tornar realidade nossos sonhos, fiz uma viagem com um velho amigo. Pra mim ele é uma das pessoas mais leves e felizes que eu conheço. E lembro-me que perguntei a ele: “Pascoal, Você idealiza as coisas? Sonha? Faz o “the secret” acontecer em sua vida?”
E ele me respondeu que não. Que ele simplesmente vivia e era feliz. Sem pensar nem planejar muito. Ainda brincou: “Talvez se realmente é preciso que alguém mentalize coisas boas para que aconteçam, alguém mentaliza pra mim. Sou mero coadjuvante.”
Ele nunca foi um acomodado.
Ele nunca foi um insatisfeito.
Ele deixa muito pra lá o que os outros podem pensar.
Ele quer que se dane os esteriótipos de uma pessoa de sucesso na sociedade (ainda tem um Elba mesmo tendo salário de classe A).
E nossa, ele é feliz.
Um exemplo de amizade, amor, paternidade, de princípios, de tudo que é bom e essencial ao coração.
Acho que neste ano novo que está por vir, vou testar o novo: ser menos insatisfeita, menos obcecada por coisas terrenas, aceitar a vida como ela é, e ser ainda MAIS feliz.
Acho que enfim, desabrochei.
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